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Fifa lança Copa do Mundo com tecnologia 3D e inteligência artificial

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Centenas de jogadores transformados em avatares digitais, assistentes técnicos movidos por inteligência artificial, jogos totalmente renderizados em 3D e a bola mais avançada tecnologicamente da história… A Copa do Mundo de 2026 será o palco para a introdução de inovações tecnológicas que a Fifa aplicará no futebol.

Com o objetivo duplo de melhorar as decisões da arbitragem e democratizar o acesso às tecnologias para todos os envolvidos, incluindo os fãs, a entidade máxima do futebol prepara seu sofisticado ecossistema digital para o primeiro Mundial com 48 seleções.

“Estamos assegurando que a inovação beneficie cada jogador, cada time e cada torcedor ao redor do mundo”, declarou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, ao divulgar as ferramentas que vão modernizar o torneio, que ocorrerá no México, Canadá e Estados Unidos (de 11 de junho a 19 de julho).

Arbitragem do amanhã

A revolução tecnológica mais notória nesta Copa será na arbitragem, como detalhado em apresentação a jornalistas pela Fifa.

A Fifa vai utilizar sua tecnologia atualizada de impedimento semiautomático, que notifica os árbitros assistentes em tempo real quando identificam posições de impedimento evidentes.

Para isso, 15 câmeras serão instaladas em cada um dos 16 estádios, e a bola inteligente da Adidas, chamada Trionda, equipada com um sensor que mede posição, giro e impacto 500 vezes por segundo, fornecerá dados importantes.

Essas informações ajudam a definir com precisão o instante exato do toque na bola, essencial para determinar impedimentos, que antes dependiam da análise de quadros de vídeo convencionais.

A tecnologia também vai colaborar na revisão de jogadas complexas, como identificar se a bola ultrapassou as linhas do campo.

O diretor de inovação da Fifa, Johannes Holzmüller, explicou que a margem de erro para alertas foi drasticamente reduzida nos últimos três anos, de 50 centímetros para apenas 10. Qualquer divergência maior que isso gera aviso para o árbitro, indicando um impedimento.

Jogadores em 3D

Outra novidade significativa será a digitalização dos dados dos 1.248 atletas convocados para a Copa.

Com esses pontos, a Fifa criará modelos digitais com precisão milimétrica e vai recriar jogos completos em ambiente digital, conforme explicou Arthur Hu, vice-presidente sênior da Lenovo, parceira tecnológica oficial da Fifa.

Esse recurso permitirá rastrear os movimentos dos jogadores em alta velocidade ou quando encobertos por outros atletas, desafios comuns para a arbitragem em lances de impedimento.

Além disso, essas recriações 3D vão possibilitar rever lances contestados com realismo semelhante a videogames modernos, ajudando torcedores a compreenderem decisões difíceis da arbitragem.

No entanto, Holzmüller destacou que a decisão final continua sendo do árbitro assistente.

Assistente técnico para todas as equipes

A base de dados sustentará o Football AI Pro, um dos projetos mais ambiciosos da Fifa em parceria com uma empresa tecnológica chinesa.

Baseada em inteligência artificial generativa, essa plataforma funcionará como um assistente tático sofisticado, capaz de responder perguntas, criar relatórios, resumir partidas e fornecer análises estatísticas e visuais aos times participantes.

“A IA já tem papel importante na análise e preparação de jogos. Disponibilizar essa tecnologia a todos os times, sem necessidade de especialistas adicionais, é o mínimo que podemos fazer”, explicou Holzmüller.

O objetivo é diminuir uma desigualdade histórica no futebol internacional, onde muitos países têm poucos recursos e poucos departamentos analíticos avançados.

“Neste esporte, tudo vai depender de como cada equipe utilizará essa tecnologia e se isso trará vantagem competitiva”, acrescentou.

O sistema utiliza o Football Language Model, que analisa centenas de milhões de dados para gerar resultados em texto, vídeo, gráficos e visualizações em 3D.

Com suporte a vários idiomas, a ferramenta poderá ser usada para análises prévias e posteriores aos jogos, embora seu uso não seja permitido durante as partidas.

Atração para o público

Na América do Norte, a tecnologia também vai mudar a experiência dos torcedores e jornalistas.

A Copa apresentará uma versão atualizada do Referee View, uma câmera corporal acoplada aos árbitros que permite aos espectadores ver as partidas pela perspectiva destes profissionais.

A Fifa, em conjunto com a Lenovo, apresentará um sistema de estabilização que reduz em 70% a vibração excessiva das imagens capturadas.

Com câmeras e sensores espalhados pelos estádios, as recriações em 3D estarão disponíveis para visualização durante replays na transmissão oficial ou em análises posteriores dos lances, podendo ser vistas de qualquer ângulo, inclusive a partir da visão do goleiro ou do árbitro.

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