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Comissão quer ouvir governo sobre tarifas dos EUA e terrorismo no Brasil
A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) pedidos para convidar o ministro e um assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a falarem sobre os principais desafios na diplomacia brasileira.
Os convites surgiram em uma reunião extraordinária e tratam de assuntos como as novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos do Brasil e a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas pelos EUA.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, será convidado para discutir os efeitos econômicos das tarifas americanas e a determinação da Controladoria-Geral da União que exige do Itamaraty o fornecimento de informações sobre hóspedes oficiais em missões brasileiras no exterior.
Também foi convidado Celso Amorim, assessor-chefe da Presidência, para esclarecer as posições do governo contrárias a rotular as facções criminosas brasileiras como terrorismo.
José Múcio, ministro da Defesa, recebeu pedido para participar e explicar os efeitos do bloqueio orçamentário das Forças Armadas e os projetos estratégicos de defesa.
A designação do PCC e do CV como organizações terroristas esteve frequentemente presente nos debates. Além da convocação a Amorim, foram solicitadas informações tanto ao Ministério das Relações Exteriores quanto ao Ministério da Justiça sobre os impactos diplomáticos e de segurança dessa decisão.
O Comandante do Exército, General Tomás Paiva, também foi convidado para esclarecer os efeitos da medida para a segurança nacional. Uma audiência pública será realizada para discutir juntos as tarifas e a questão do terrorismo.
Inicialmente, os pedidos indicavam a convocação obrigatória das autoridades, porém a comissão alterou esse formato para convites, o que significa que a presença dos ministros e assessor não é obrigatória.


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