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Governo reforça cuidado com o meio ambiente e recupera florestas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira (10), no Palácio do Planalto, em Brasília, um conjunto de ações para proteger os biomas brasileiros e enfrentar os efeitos das mudanças climáticas. A cerimônia marcou a celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho.

Entre as ações, o presidente da República assinou decreto criando novas áreas de conservação e expandindo áreas protegidas existentes; sancionou a lei da Política Nacional para Recuperação da Caatinga; e regulou um decreto que facilita e acelera os repasses do Fundo Nacional do Meio Ambiente para estados e municípios, com foco na prevenção e combate a incêndios florestais.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante evento no Palácio do Planalto no Dia Mundial do Meio Ambiente.

“Pela primeira vez, estamos antecipando ações para combater possíveis queimadas provocadas por um El Niño que tende a ser intenso, além de estar preparados para enfrentar desastres climáticos futuros”, destacou Lula.

Para o presidente, o evento mostrou que “o Brasil ganha mais confiança internacional para cuidar do meio ambiente.”

O Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, divulgado pelo MapBiomas, revelou que em 2025 o país conseguiu manter o desmatamento abaixo de 1 milhão de hectares (984,7 mil hectares), um recorde.

Novas áreas de conservação poderão ajudar a reduzir o desmatamento. O presidente Lula assinou decretos para criação do Parque Nacional do Tanaru, em Rondônia, e da Área de Proteção Ambiental do Paleocanal do Rio Tocantins, no Pará. Também ampliou os Parques Nacionais da Serra das Confusões e de Sete Cidades, no Piauí, fortalecendo a proteção desses ecossistemas estratégicos e o Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

Segundo o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, o desmatamento diminuiu em diversos biomas: 50% na Amazônia, 32% no Cerrado e 63% no Pantanal.

Desde 2023, o Brasil retomou o controle ambiental colocando as questões climáticas e ambientais no centro das políticas públicas, afirmou o ministro.

“Superamos um período de desorganização institucional para reconstruir a capacidade do Estado, fortalecer órgãos ambientais, recuperar instrumentos de planejamento e restabelecer a coordenação entre Governo Federal, estados, municípios e a sociedade civil. Mais do que isso, consolidamos que a política ambiental é prioridade”, declarou Capobianco.

Foram anunciados investimentos de R$ 2 bilhões para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Também foi aprovado financiamento de R$ 834 milhões do Fundo Clima para projetos de restauração da vegetação nativa promovidos por empresas e organizações da sociedade civil, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, destacou que o financiamento é um marco.

“Além de combater o desmatamento, estamos recuperando nossas florestas, algo que nenhum outro país faz da mesma forma. Esses R$ 834 milhões irão gerar R$ 3 bilhões, pois incluem também recursos privados para restaurar e reconstruir as florestas brasileiras”, afirmou.

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado em 1972 pela Organização das Nações Unidas durante a Conferência de Estocolmo, na Suécia, e é reconhecido como o primeiro grande evento da ONU dedicado à temática ambiental.

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