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Lula diz que EUA mentiram sobre tarifa e exibe queda no desmatamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou que os Estados Unidos “mentiram” ao usarem razões ambientais para justificar tarifas sobre produtos brasileiros. Ele fez essa declaração durante visita ao Observatório Regional Amazônico, onde apresentou dados recentes que indicam redução no desmatamento da Amazônia e do Cerrado.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que os alertas de desmatamento na Amazônia caíram 61,4% em maio deste ano em comparação com maio de 2025, o maior recuo já registrado para esse mês desde o início da série histórica. Entre agosto de 2025 e maio de 2026, a queda acumulada foi de 37,5%.

No Cerrado, os alertas também diminuíram. Em maio, a diminuição foi de 12,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, e de 25,3% em relação a maio de 2024. Nos últimos dez meses, a redução acumulada atingiu 8,2%.

Lula criticou as justificativas americanas e declarou:

“Agora é momento de analisar. Eles mentiram ao taxar o Brasil em 50% inicialmente e agora com essa questão do desmatamento. Eles desconhecem o esforço que fazemos para zerar o desmatamento até 2030.”

Ele ressaltou que o combate ao desmatamento é iniciativa do governo brasileiro, sem pressão externa:

“Essa decisão não vem de nenhuma COP ou da ONU, é uma ação do nosso governo. Embora desmatar possa enriquecer alguns, preservar a floresta beneficia o Brasil, a Amazônia e o planeta.”

Lula afirmou que pretende contra-atacar críticas internacionais com dados e fatos:

“Minha batalha é pela narrativa correta, mostrando que estamos certos. Queremos respeito, comércio justo e desenvolvimento para ambos os países.”

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, qualificou os números como um resultado histórico que refuta as acusações dos EUA:

“Essa diminuição é inédita e trabalhamos para alcançar o menor número já registrado. Isso refuta a falsa alegação de que o desmatamento justifica as tarifas impostas pelos EUA.”

Essa divulgação acontece em meio à tensão comercial crescente entre Brasil e Estados Unidos, que utilizam alegações ambientais como justificativa para barreiras comerciais.

Além dos dados ambientais, o governo apresentou avanços em políticas ambientais recentes, como a retomada do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), com investimento de R$ 450 milhões do Fundo Amazônia no programa Arco da Restauração e aumento da fiscalização ambiental.

O Ministério do Meio Ambiente ressaltou que o Fundo Amazônia, com 18 anos, já comprometeu R$ 5,4 bilhões em projetos e possui R$ 2,9 bilhões em análise. Também destacaram o fortalecimento da fiscalização do Ibama e do ICMBio e retomada de ações de combate ao desmatamento em todos os biomas do Brasil.

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