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ONU alerta para ‘fogo mais fraco’ no conflito do Oriente Médio
António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), declarou nesta quinta-feira, 11, que a atual trégua no conflito do Oriente Médio não pode ser considerada um cessar-fogo, mas sim um “fogo de menor intensidade”.
Ele ressaltou que a crise na região se aprofunda, com impactos que ultrapassam o próprio Oriente Médio. “Os ataques recentes ampliaram o conflito, e o cessar-fogo parece mais uma redução temporária da violência”, alertou em uma publicação na rede social X.
Guterres enfatizou o perigo de que essa situação possa evoluir para uma guerra em maior escala e pediu que todas as partes envolvidas busquem uma solução diplomática urgente, exigindo o fim dos ataques.
Em paralelo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que está preparado para ataques severos contra o Irã e mencionou estratégias para controlar pontos estratégicos de petróleo no Golfo Pérsico, comparando a operação ao que foi feito na Venezuela.
Estreito de Ormuz
Guterres também expressou preocupação com as restrições à navegação no Estreito de Ormuz, destacando que tais limitações causam instabilidade global e afetarão especialmente os países em desenvolvimento.
Ele defendeu o restabelecimento do livre trânsito marítimo, conforme o direito internacional. Recentemente, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico comunicou o fechamento do canal após ataques norte-americanos contra o Irã, o que eleva ainda mais as tensões.
Apesar de alegações iranianas sobre o bloqueio da passagem, os EUA informaram que navios comerciais continuam transitando normalmente.
Trump também afirmou que os EUA supervisionam a segurança de petroleiros na região, destacando o controle norte-americano sobre o estreito em contraposição à fraqueza iraniana.
Conflito no Líbano
Sobre o Líbano, Guterres observou uma intensificação dos combates entre Israel e Hezbollah desde março. Ele apelou para que todas as partes busquem uma solução pacífica que garanta a soberania e integridade do Líbano.
Além disso, apoiou o controle exclusivo do governo libanês sobre armas, a começar por um cessar-fogo amplo que alivie o sofrimento das comunidades ao longo da fronteira com Israel, conhecida como Linha Azul.
O secretário-geral finalizou com esperança de que negociações futuras promovam uma paz estável e duradoura na região.


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