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Regulação da IA deve focar no uso e ter medida adequada, afirma Lila Ibrahim

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Lila Ibrahim, uma das líderes mais respeitadas do Google na área de inteligência artificial, destaca que a regulamentação da IA precisa ser feita com medida adequada, concentrando-se no uso da tecnologia e não na sua criação.

Atualmente atuando como chief AI readiness officer da DeepMind, subsidiária do Google que é referência em inovação em IA, Lila Ibrahim veio ao Brasil para anunciar novos programas e parcerias.

Em entrevista, ela abordou temas importantes para o setor, incluindo o impacto ambiental da IA e questões relacionadas à propriedade intelectual.

“Muitos dos modelos que usamos são comparáveis à leitura de livros. Assim como uma pessoa que lê muitos livros pode criar ideias originais, nossos modelos também aprendem a partir dos dados para gerar novas informações”, comentou.

Lila Ibrahim explicou como a influência da DeepMind dentro do Google manteve um espírito de inovação similar ao de uma startup, apesar da dimensão da corporação.

A localização em Londres contribui para a preservação da cultura da empresa, promovendo diversidade e humanidade no ambiente de trabalho, diferenciando-se do modelo do Vale do Silício.

Sobre a Inteligência Artificial Geral (AGI), um conceito popularizado por um dos cofundadores da DeepMind, Lila Ibrahim ressaltou que ainda existem diferentes percepções sobre sua definição e momentos de surgimento, mas que a AGI está no horizonte.

Ela afirmou que o foco deve ser garantir a tecnologia de forma segura e responsável, trabalhando em conjunto com as comunidades e governos.

Segundo Lila Ibrahim, é essencial que governos regulem o uso da IA e não a tecnologia em si, pois a IA é uma ferramenta poderosa e seu uso precisa ser monitorado para evitar impactos negativos.

O papel da DeepMind na sustentabilidade é destacado em três frentes: otimização de infraestrutura para eficiência energética, desenvolvimento de modelos mais eficientes e inovação para gestão e criação de energia limpa, como no projeto AlphaFold para degradação de plástico.

Outro projeto relevante é o GenCast, desenvolvido para previsão meteorológica avançada, capaz de antecipar trajetórias de furacões e já sendo implantado em parceria com centros especializados.

Quanto à propriedade intelectual, a DeepMind segue práticas rigorosas para garantir o uso responsável de dados, destacando a importância de parcerias e do desenvolvimento de conjuntos de dados limpos e legais.

Na ciência, a empresa vem investindo em projetos como AlphaGenome, AlphaMissense e AlphaEvolve, que fornecem ferramentas avançadas para pesquisadores em genética e biologia.

Finalmente, Lila Ibrahim enfatizou a importância dos jogos na trajetória da DeepMind, desde o histórico AlphaGo até IA para diversos games, que continuam sendo fundamentais para o avanço da inteligência artificial.

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