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Ex-ministro da Coreia do Sul pega 25 anos por tentar impor lei marcial
Um tribunal sul-coreano sentenciou nesta segunda-feira (22) o ex-ministro da Justiça Park Sung-jae a 25 anos de prisão devido ao seu envolvimento na tentativa de imposição da lei marcial ordenada pelo ex-presidente Yoon Suk Yeol em 2024.
Park Sung-jae foi julgado culpado de participar de uma insurreição, conforme comunicado do Tribunal do Distrito Central de Seul, divulgado pela agência Yonhap.
A lei marcial foi declarada em dezembro de 2024 pelo ex-presidente Yoon, mas permaneceu vigente por apenas seis horas, pois os parlamentares se mobilizaram rapidamente para revogar a medida durante uma sessão de emergência.
O ex-presidente recebeu pena de prisão perpétua pela incitação à insurreição.
Park organizou uma reunião com servidores do Ministério da Justiça nas primeiras horas da aplicação da lei marcial e analisou a capacidade das prisões do país para acomodar opositores, segundo os promotores.
Como ministro, ele ordenou a cooperação com a lei marcial, presumindo que o decreto continuaria ativo, ressaltou a agência Yonhap, citando o veredito judicial.
Os promotores solicitaram uma pena de 20 anos para Park, alegando que ele transformou a lei em um instrumento de insurreição ao abusar do poder, o que configurou ameaça ao Estado Democrático de Direito.
A imposição da lei marcial gerou uma crise política sem precedentes na Coreia do Sul, marcada por manifestações nas ruas e instabilidade nos mercados financeiros.
Outros aliados de Yoon também foram punidos com penas de prisão pelo episódio.
O ex-primeiro-ministro Han Duck-soo está cumprindo sentença de 15 anos e o ex-ministro do Interior Lee Sang-min foi sentenciado a nove anos de prisão.

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