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Brasil ordena expulsão de espião russo detido em Brasília desde 2022

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil decidiu expulsar Sergey Vladimirovich Cherkasov, acusado de espionagem, que estava preso em Brasília desde 2022. A expulsão foi oficializada pela coordenadora Alessandra Teixeira de Araújo e publicada no Diário Oficial da União em 6 de maio de 2024.

De acordo com a Lei de Migração (13.445/2017), Cherkasov está proibido de retornar ao Brasil pelos próximos 30 anos a partir da data em que deixar o país.

Sergey é suspeito de integrar uma rede de espionagem russa que usava o Brasil como base para infiltração em outros países, buscando obter informações estratégicas para a Rússia. Ele reside no Brasil desde pelo menos 2010 e usou a identidade falsa de Victor Muller Ferreira para adquirir cidadania portuguesa e Europeia.

Em 2022, ao tentar entrar na Holanda com documentos falsificados, incluindo um passaporte brasileiro, sua fraude foi descoberta pelas autoridades holandesas e americanas. Foi deportado para o Brasil, onde foi preso no Aeroporto de Guarulhos e posteriormente condenado a 15 anos de prisão por espionagem, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e uso de documentos falsos.

Sergey pediu extradição para a Rússia, que alegava sua participação em tráfico internacional de drogas. O Supremo Tribunal Federal aprovou a extradição, condicionada à conclusão de um inquérito da Polícia Federal. Em dezembro de 2024, o ministro Edson Fachin negou a extradição devido a pendências judiciais no Brasil.

Durante a investigação, foi revelado que Sergey construiu cuidadosamente a identidade fictícia de Victor Muller Ferreira, com uma história falsa para explicar seu sotaque e origem, incluindo a perda da mãe no parto e descendência alemã.

Desde sua entrada no Brasil em 2010, ele alternou períodos na Europa e no Brasil, usando identidades falsas para estudar nos Estados Unidos e tentar estágios em agências governamentais e organismos internacionais. Foi preso quando tentava iniciar um estágio no Tribunal Penal Internacional, em Haia.

As investigações mostraram que Sergey possuía um esconderijo em Cotia, São Paulo, para armazenar equipamentos e mensagens usadas na operação de espionagem. O local foi descoberto a partir de dados do celular apreendido na prisão. Os dispositivos encontrados foram entregues ao FBI.

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