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Ucrânia ataca centros logísticos da maior varejista da Rússia
A Ucrânia lançou, nesta quarta-feira, 22, ataques com drones contra dois centros logísticos da Wildberries, principal varejista online da Rússia. As operações atingiram instalações em Krasnodar e Nevinnomyssk, ambas localizadas no sul do país, resultando em feridos e incêndios nos armazéns.
A diretora e cofundadora da Wildberries, Tatyana Kim, expressou sua tristeza em uma mensagem no Telegram, lamentando o impacto dos ataques sobre os funcionários e pessoas comuns, ressaltando o quanto a situação é dolorosa para todos envolvidos.
O presidente ucraniano Volodmir Zelenski declarou que os locais atacados eram usados para armazenar componentes essenciais para a fabricação de drones e equipamentos militares para as forças russas. Contudo, o Kremlin rejeitou a acusação de que a Wildberries estaria envolvida no fornecimento de material para uso militar.
De acordo com o governador regional, Veniamin Kondratiev, dez pessoas ficaram feridas, e mais de 100 bombeiros, apoiados por um helicóptero, trabalharam para conter as chamas geradas pelos ataques.
Essas ações fazem parte da tática de Kiev para enfraquecer a logística russa relacionada ao esforço de guerra, mirando instalações e empresas que supostamente sustentam as operações militares de Moscou. Por outro lado, a Rússia acusa a Ucrânia de alvejar infraestruturas civis. Além disso, Moscou também tem realizado ataques contra centros logísticos e redes de energia na Ucrânia.
No sábado anterior, 18, um ataque semelhante da Ucrânia contra a Wildberries resultou na morte de oito funcionários, incêndios e a paralisação das operações em um dos seus centros.
A dimensão total dos prejuízos recentes ainda não foi informada. Frente a essa sequência de ataques, a Associação Russa de Empresas de Comércio Eletrônico (AUREK) pediu ao governo a prorrogação por seis meses do pagamento de impostos para as empresas afetadas.
Considerada a ‘Amazon’ da Rússia, a Wildberries é uma das maiores empregadoras do país e líder do comércio eletrônico local. As preocupações quanto a possíveis ataques a outras plataformas também influenciaram negativamente o mercado financeiro, fazendo com que as ações da concorrente Ozon caíssem cerca de 4% na Bolsa de Moscou nesta quarta.
Segundo a Associação de Empresas de Comércio Eletrônico, as vendas online russas cresceram 28% em 2025, atingindo 11,5 trilhões de rublos (aproximadamente US$ 147 bilhões). Conforme declarado pelo vice-primeiro-ministro Alexander Novak, as plataformas digitais já representam cerca de 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da Rússia.

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