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Maduro vai a tribunal em Nova York
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deverá comparecer a um tribunal em Nova York nesta quarta-feira (22) para sua terceira audiência desde sua detenção pelo Exército dos Estados Unidos em janeiro.
Maduro, de 63 anos, e sua esposa, Cilia Flores, estão presos em uma prisão no Brooklyn desde uma operação militar e aguardam julgamento por tráfico de drogas e outras acusações.
As forças militares dos EUA capturaram o casal na capital venezuelana, Caracas, no dia 3 de janeiro, em uma ação rápida que combinou uso de forças navais, aéreas e terrestres para tirar do poder o líder que governava a Venezuela desde 2013.
Sua ex-vice-presidente, Delcy Rodríguez, exerce a presidência interina desde então e tem buscado fortalecer as relações com os Estados Unidos, que controlam as exportações do petróleo venezuelano, cujo dinheiro está depositado em contas especiais sob supervisão americana.
A audiência desta quarta-feira (22) deve focar em aspectos processuais do caso.
As partes pretendem pedir que o julgamento comece em junho de 2027, conforme carta enviada ao juiz federal responsável, Alvin Hellerstein, pelo promotor Jay Clayton.
Após uma controvérsia com o governo de Caracas, Washington autorizou, em abril, que a Venezuela financiasse a defesa legal de Maduro e Cilia Flores, algo que antes havia sido proibido pelas autoridades americanas.
O casal tentou encerrar seus processos, alegando que a proibição do financiamento infringia seu direito constitucional de nos Estados Unidos a escolher seu advogado.
Maduro se autodenomina um “prisioneiro de guerra” e declarou-se inocente das quatro acusações que enfrenta: conspiração para cometer atos ligados ao narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de meios e dispositivos explosivos, e conspiração para utilizar embarcações e dispositivos explosivos.

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