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Ex-chefe de gangue é condenado pelo assassinato do rapper Tupac Shakur

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Duane “Keffe D” Davis, antigo líder da gangue South Side Compton Crips, foi considerado responsável pelo assassinato do famoso rapper Tupac Shakur em um tribunal de Las Vegas, nesta segunda-feira (31).

Trinta anos após a morte do icônico artista do rap, o júri decidiu a culpa de Davis, de 63 anos, por homicídio após poucas horas deliberando. Ele enfrenta a possibilidade de prisão perpétua sem liberdade condicional.

Na época do crime, Davis comandava a gangue que dominava partes de Los Angeles na década de 1990. Segundo a promotoria, ele teria ordenado o assassinato como retaliação a uma agressão sofrida por seu sobrinho por membros da equipe do rapper, ocorrido em um cassino de Las Vegas.

O promotor Binu Palal afirmou que “Duane Davis, de acordo com a cultura das gangues, não podia deixar o ataque impune.”

Tupac Shakur foi baleado cerca de duas horas depois da briga no cassino. O atirador estava em um Cadillac branco que parou ao lado do BMW no qual o rapper estava, em um semáforo vermelho. Conforme os promotores, Davis forneceu a arma para um passageiro do banco traseiro do Cadillac realizar os disparos.

Davis é o único indivíduo acusado pelo crime. A investigação ficou sem avanços durante anos por falta de evidências, mas foi retomada após a publicação das memórias de Davis em 2019. No livro, ele admitia estar presente no banco dianteiro do Cadillac no dia do incidente, porém agora nega suas confissões e declara-se inocente. Seu advogado de defesa, Michael Sanft, afirmou que as confissões são invenções e mentiras feitas para promover o livro.

O assassinato de Tupac Shakur, que tinha 25 anos na época, era um dos casos não resolvidos mais notórios nos Estados Unidos.

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