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Economia

Alta do Ibovespa impulsionada por acordo EUA-Irã e dados da indústria, mas preço do petróleo limita

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O Ibovespa iniciou terça-feira, 4, praticamente estável em 178.002,55 pontos, alcançando logo a máxima de 180.679,47 pontos (+1,51%), seguindo a onda positiva dos mercados globais e após a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal (PIM). Houve uma queda na produção industrial brasileira em junho, reforçando a perspectiva de uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima reunião, com potencial para ajustes adicionais conforme apontam especialistas.

Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research, projeta que a Selic deve ser reduzida dos atuais 14,25% para 14% na quarta-feira. “Existe margem para baixar para 13,75%, mas não muito além disso, devido a fatores fiscais”, destaca. O boletim Focus indicou que a mediana da taxa básica de juros para este ano revisou para 13,75%, ante os 14% anteriores.

O desempenho positivo no exterior reflete expectativas favoráveis sobre um acordo entre os Estados Unidos e o Irã para a resolução do conflito no Oriente Médio. Após momentos de volatilidade, os contratos futuros de petróleo caíram cerca de 5%, influenciados por declarações do Secretário de Estado dos EUA, Scott Bessent, sobre a possibilidade de um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz entre hoje e amanhã. Essa queda pressionou os papéis do setor de petróleo, sobretudo da Petrobras, limitando os ganhos do Ibovespa.

“A queda do petróleo nos últimos dias reduz parte dos temores inflacionários”, explica Rafael Minotto, analista da Ciano Investimentos. Para ele, embora preços menores do petróleo não sejam favoráveis para a Petrobras e empresas correlacionadas, isso cria um cenário favorável para cortes na Selic e sustentação da alta na bolsa brasileira.

Assim, o índice Bovespa desacelerou seu ritmo de valorização. “O ambiente é moderadamente positivo, porém cauteloso, influenciado pelo panorama geopolítico. Apesar de elementos otimistas, o preço do petróleo permanece elevado”, observa Spiess.

Além disso, a desvalorização do petróleo pode aliviar preocupações inflacionárias globais, reduzindo o receio de juros altos internacionalmente.

O recuo da produção industrial de 1,8% em junho ante maio, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), superou as expectativas do mercado, que projetava queda de 0,6%. Na comparação anual com junho de 2025, houve aumento de 1,7%, bem abaixo da previsão de 3%, indicando fragilidade no setor.

Bruno Takeo, estrategista da S4 Consultoria de Investimentos, comenta que o desempenho industrial enfraquecido aumenta a expectativa por novos cortes na Selic.

Na temporada de resultados, aguardam divulgação os balanços do Itaú (+0,09%) e Gerdau (+2,22%). Já foram reportados os resultados da BB Seguridade, BradSaúde, Marcopolo, entre outros.

Às 11h52, o Ibovespa apresentava avanço de 0,39%, aos 178.702,24 pontos, com a Petrobras recuando aproximadamente 1% e a Vale subindo 1,90%.

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