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Artista cubano preso ilegalmente após cumprir pena
O artista cubano Luis Manuel Otero Alcántara permanece ilegalmente detido uma semana depois de cumprir uma sentença de cinco anos de prisão, alertaram organizações de direitos humanos nesta quinta-feira (16).
Otero Alcántara, de 38 anos, foi transferido em 7 de julho, dois dias antes do término da pena, de uma prisão para um centro de detenção administrado pelo Estado cubano. Durante essa transferência, ele conversou por telefone com a ativista Anamely Ramos, uma professora de arte que vive exilada nos Estados Unidos e amiga do artista, e disse estar “bem”.
Desde esta breve conversa, não foram recebidas mais informações oficiais sobre o paradeiro de Otero Alcántara, uma das figuras centrais da dissidência em Cuba, que liderou em 2020 protestos do Movimento San Isidro — um grupo de artistas e intelectuais que busca maior liberdade de expressão.
Segundo a advogada Laritza Diversent, diretora da ONG Cubalex, sediada em Miami, a detenção atual configura uma privação ilegal de liberdade e configura também o crime de desaparecimento forçado, pois agentes do Estado o detêm sem justificativa legal.
Outro grupo, a Justicia 11J, com sede no exterior, destacou que o caso evidencia sérias violações dos direitos das pessoas presas ou cumprindo pena em Cuba.
Ambas as organizações de direitos humanos pedem urgência ao Comitê das Nações Unidas contra o Desaparecimento Forçado para que intervenha no caso do artista, que estabeleceu um prazo até 25 de julho para que o governo cubano informe oficialmente sobre seu paradeiro.
De acordo com a Cubalex, as autoridades em Cuba parecem tentar manter Otero Alcántara isolado enquanto aguardam o resultado de uma solicitação de exílio para os Estados Unidos.

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