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Ataques aéreos misteriosos atingem Irã após ação dos EUA
Uma série de bombardeios aéreos sem autoria declarada atingiu o Irã logo após os Estados Unidos anunciarem o fim de sua operação militar, aumentando a especulação sobre quem seria o responsável pelos novos ataques contra a nação islâmica.
Os bombardeios ocorreram numa quinta-feira (9), durante os preparativos para o funeral do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e atingiram diversas localidades na região sul do país. Embora o governo iraniano não tenha apontado oficialmente responsáveis, um legislador fez duras críticas aos Emirados Árabes Unidos (EAU), acusando-os de auxiliar os Estados Unidos na ofensiva contra o Irã.
Os governos árabes do Golfo, frequentemente visados pelo Irã desde o início do conflito em fevereiro, não se pronunciaram de imediato. Esses ataques surgem em meio a debates sobre a controvérsia do controle do Estreito de Ormuz, crucial para o transporte global de energia. Enquanto os Estados Unidos e países da região defendem a livre navegação pelo estreito, o Irã reivindica soberania total sobre a passagem e defende a cobrança de taxas para o trânsito de embarcações.
Antes do conflito, aproximadamente 20% do petróleo e gás natural mundial passava por Ormuz, e restringir esse tráfego durante a guerra desencadeou uma crise energética global, embora o preço do petróleo tenha diminuído do pico anterior de 120 dólares por barril.
O Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou que encerrou sua missão de ataques por volta das 6h30, hora local iraniana, atingindo aproximadamente 90 alvos. Pouco depois, a mídia estatal iraniana reportou novas explosões nas regiões de Bushehr, Sistan e Baluchistão, bem como nas cidades de Ahvaz e Chabahar. Um representante do Departamento de Defesa americano, sob anonimato, garantiu que nenhuma nova ofensiva foi realizada após aquela manhã.
Em retaliação, o Irã ampliou suas ações na região do Oriente Médio, mirou países como Bahrein, Jordânia, Kuwait e Catar, gerando alertas e disparos de sistemas de defesa aérea nesses locais. Uma pessoa ficou ferida no Kuwait durante a tentativa de interceptar projéteis.
Xeque Mohammed bin Zayed Al Nahyan, líder dos Emirados Árabes Unidos, viajou ao Kuwait após os ataques para dialogar com o emir local. Posteriormente, autoridades do Golfo e do Catar intensificaram conversações para mediar a tensão entre Irã e Estados Unidos, na tentativa de evitar uma escalada do conflito militar.
Desde o início da guerra, houve outras operações aéreas sem autoria conhecida. Mais tarde, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos assumiram ataques após o Irã atingir instalações energéticas desses países. Israel, também envolvido no conflito, não assumiu as recentes ações na região.
Na sexta-feira (10), a mídia oficial do Irã citou Esmail Kousari, integrante do comitê de segurança nacional do Parlamento e ex-comandante da Guarda Revolucionária, que afirmou que os Emirados Árabes Unidos arcarão com as consequências de sua colaboração com os Estados Unidos e os acusou de atuações nos bastidores das ofensivas americanas.
O Irã reafirmou seu direito de controlar o Estreito de Ormuz, enquanto os Estados Unidos recomendam uma rota mais ao sul, sob jurisdição de Omã, para o tráfego marítimo. O Joint Maritime Information Center, entidade multinacional supervisionada pela Marinha americana, confirmou o uso seguro dessa rota alternativa para todas as embarcações.
Conteúdo traduzido e adaptado com auxílio de inteligência artificial, revisado e editado pela equipe do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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