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Atirador em jantar com Trump fica preso após audiência
O homem que tentou realizar um ataque a tiros durante um jantar no último sábado, 25, na presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concordou nesta quinta-feira, 30, em continuar detido enquanto aguarda seu julgamento.
Cole Thomas Allen não declarou culpa nem inocência durante sua rápida passagem pela juíza americana Moxila Upadhyaya.
Os promotores afirmam que Allen planejou o ataque por semanas e monitorou os movimentos de Trump na internet antes de passar rapidamente por um detector de metais no Washington Hilton, portando uma arma longa e interrompendo um dos eventos anuais mais importantes da capital do país.
Allen ficou ferido durante o ataque, mas não foi atingido por disparos. Um agente do Serviço Secreto foi baleado, mas sobreviveu graças ao colete à prova de balas, segundo as autoridades. Os promotores acreditam que Allen disparou sua espingarda pelo menos uma vez e que o agente do Serviço Secreto respondeu com cinco tiros. Não foi confirmado se o fragmento que atingiu o colete do agente foi disparado por Allen.
Em carta endereçada aos promotores na quarta-feira, 29, os advogados de Allen questionaram algumas alegações do procurador-geral interino Todd Blanche, sugerindo que as provas balísticas disponíveis não são consistentes com a teoria do governo, incluindo as provas coletadas e depoimentos de testemunhas.
O Departamento de Justiça respondeu que as evidências indicam que Allen disparou sua espingarda ao menos uma vez na direção do agente do Serviço Secreto. Investigadores encontraram ao menos um fragmento no local do crime compatível com um projétil de chumbo grosso.
“O governo não tem conhecimento de qualquer evidência física, vídeo ou testemunho que contradiga a teoria de que Allen disparou contra o policial, o qual foi atingido no peito enquanto usava colete à prova de balas”, declararam os promotores.
Nos documentos judiciais, informaram que Allen tirou uma foto de si mesmo no quarto do hotel minutos antes do incidente e estava equipado com uma bolsa de munição, coldre de ombro e faca embainhada.
A defesa de Allen busca sua liberação, argumentando que o caso do governo é baseado em inferências sobre a intenção de Allen que levantam dúvidas e questionamentos. Os advogados destacam que os escritos de Allen jamais mencionaram explicitamente Trump.
“As provas do governo para sustentar a acusação de tentativa de assassinato do presidente são baseadas em especulações, mesmo considerando a interpretação mais favorável à teoria do governo”, afirmam os advogados de defesa.
Allen foi formalmente acusado em 27 de março por tentativa de assassinato e por duas outras acusações relacionadas a armas de fogo, incluindo disparo durante crime violento. Caso seja considerado culpado da acusação de assassinato, ele pode receber pena de prisão perpétua.
(Associated Press)

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