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Randolfe Rodrigues diz que governo deve escolher novo nome para o STF

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Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso Nacional, declarou nesta quinta-feira (30) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa indicar outra pessoa para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), após a rejeição de Jorge Messias pelo Senado.

“Tenho convicção de que o presidente da República exercerá seu direito de nomear um indicado para o STF. Não há motivo para renunciar a essa atribuição”, afirmou.

Randolfe Rodrigues comentou que o momento ideal para apontar um novo nome será decidido a seguir: “O presidente certamente vai escolher o momento mais adequado”. Ele acrescentou que o próximo passo depende do governo.

Ao ser questionado sobre o perfil do novo indicado, Randolfe ressaltou que essa decisão cabe exclusivamente ao presidente da República.

A oposição tem sugerido que a próxima indicação seja feita pelo presidente eleito em outubro. Durante sessão do Congresso, o líder da oposição no Senado, senador Rogério Marinho (PL-RN), pediu que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, rejeite qualquer nova indicação de Lula ao STF.

“Você, que preside o Congresso, deve impedir que se avalie novamente uma escolha para o Supremo Tribunal Federal, pois teremos eleições em outubro e um recesso parlamentar em julho”, declarou Marinho.

Alcolumbre não respondeu a esse pedido. Líderes governistas rejeitam a ideia de que Lula deva abrir mão da prerrogativa de indicar um ministro, já que ele permanece no cargo até 1º de janeiro, eleito pelo povo brasileiro.

Consultados, os opositores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Eduardo Girão (Novo-CE) e Rogério Marinho negaram notícias da imprensa sobre suposta decisão de Davi Alcolumbre de não pautar nova indicação do Planalto.

Alcolumbre não concedeu entrevistas após a votação que recusou Jorge Messias para a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, aposentado em outubro do ano passado.

Cenário político

O líder governista Randolfe Rodrigues explicou que a derrota na votação era previsível devido ao contexto político atual.

“Vivemos um período influenciado pelo calendário eleitoral, o que tornou previsível o resultado desfavorável da votação. A decisão da Câmara não analisou o histórico ou as qualificações do indicado Jorge Messias.”

Ele avaliou que a votação foi antecipada em função do processo eleitoral, com a oposição utilizando a indicação ao Supremo como campo de disputa política.

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