Brasil
Câmara aprova convite para delegado da PF explicar prisão de Ramagem
A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou um pedido para convidar o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo a esclarecer os detalhes sobre a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos. Marcelo Ivo atuava como oficial de ligação da PF em Miami.
Além disso, a comissão solicitou informações ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para esclarecer a atuação da Polícia Federal na detenção de Ramagem. O pedido para ouvir Marcelo Ivo foi feito pelo deputado Marcos Pollon (PL-MS) e tem como objetivo entender a cooperação com o órgão de imigração e alfândega dos EUA, o ICE. A participação do delegado é voluntária.
O pedido de informações, feito pelo deputado Messias Donato (União), exige que o ministro responda em até 30 dias, sob risco de crime de responsabilidade.
A comissão quer entender as regras que regulam o trabalho de um oficial de ligação da PF com o ICE, verificar se a atuação de Marcelo Ivo foi sob ordem direta da PF, e obter um relatório detalhado sobre suas atividades e serviços prestados.
O episódio causou repercussão nas relações entre Brasil e Estados Unidos e levou à revogação das credenciais do delegado e sua saída do país. O Departamento de Estado dos EUA afirmou que o oficial tentou manipular o sistema de imigração, contornando pedidos formais de extradição e estendendo perseguições políticas em território americano.
Por sua vez, a Polícia Federal afirmou que a prisão de Ramagem decorreu de uma cooperação policial internacional entre as autoridades brasileiras e americanas. Segundo a PF, Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira, condenado por crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito.
Alexandre Ramagem foi condenado a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão. Ele fugiu para os Estados Unidos, onde foi detido recentemente pelo ICE por estar em situação irregular, mas foi liberado dois dias após sua detenção.

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