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ONU ameaça Irã com sanções se bloquear navegação
Uma proposta da Organização das Nações Unidas (ONU) sugere a aplicação de sanções ao Irã caso o país persista em atacar embarcações no Estreito de Ormuz, imponha ‘pedágios ilegais’ e não revele a localização das minas marítimas, elementos essenciais para garantir a livre passagem na região.
O texto, elaborado pelo Conselho de Segurança da ONU e apoiado pelos Estados Unidos e países do Golfo, exige que o Irã colabore imediatamente com esforços internacionais para criar um corredor humanitário que possibilite o transporte de ajuda, fertilizantes e outras mercadorias essenciais.
Esta iniciativa surge após uma tentativa anterior, que foi bloqueada pela China e Rússia no início de abril.
Na terça-feira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, criticou o Irã, acusando o país de tentar controlar a economia global ao ameaçar a segurança do Estreito, com ataques a embarcações, instalação de minas e cobrança de pedágios pela importante rota naval.
Mike Waltz, representante dos EUA na ONU, falou à imprensa que acredita que a nova proposta restrita conquistará o apoio necessário no Conselho de Segurança, composto por 15 países, sem sofrer bloqueios por parte de aliados do Irã.
O documento, baseado no Capítulo 7 da Carta das Nações Unidas e passível de medidas militares, indica que, caso o Irã não atenda às determinações, poderão ser aplicadas sanções proporcionais à gravidade dos fatos. Uma versão anterior da resolução perdeu a referência ao Capítulo 7 e foi vetada.
O texto reforça o direito de todas as nações de protegerem seus navios contra agressões e exige que outras nações não colaborem com o Irã em suas ações para fechar o estreito ou cobrar pedágios. Tal medida busca assegurar a liberdade de navegação na via marítima mais estratégica do mundo.

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