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Economia

Casas Bahia fecha 300 lojas em reestruturação, sem previsão de novos cortes

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As 298 unidades da Casas Bahia que foram encerradas recentemente estavam em situação crítica, conforme declarou o CEO da empresa, Renato Franklin.

O fechamento dessas lojas faz parte do plano de reestruturação da companhia, que entrou com um pedido de recuperação judicial para renegociar dívidas que totalizam R$ 17,3 bilhões.

Ao todo, aproximadamente 3 mil colaboradores foram dispensados.

Durante uma teleconferência realizada na segunda-feira para apresentar os resultados do segundo trimestre, o executivo explicou que a empresa está passando por um processo de ajuste devido ao cenário econômico atual, marcado por consumidores endividados e altas taxas de juros, que tornam o crédito mais caro.

Franklin destacou que as lojas fechadas apresentavam rentabilidade inferior à média do grupo.

— Optamos por realizar o fechamento em uma única etapa. Houve desafios operacionais, mas acreditamos que essa foi a melhor forma, pois resolve tudo de uma vez e evita ansiedade. Esse foi o ajuste necessário para eliminar as unidades que estavam em situação crítica — afirmou o executivo.

Com as demissões, cerca de 3 mil funcionários foram desligados. Diversos relatos nas redes sociais mostram que tanto profissionais jovens como experientes foram afetados pelos cortes.

Franklin informou que não há previsão de novas demissões nem fechamento de lojas, mas observou que, caso a situação econômica se deteriore ainda mais no próximo ano, a empresa poderá precisar rever seu tamanho.

Pior crise financeira da história

No pedido de recuperação judicial apresentado ao Judiciário no domingo, a Casas Bahia afirmou que enfrenta sua pior crise financeira desde a criação da empresa, enfrentando um cenário mais desafiador do que no ano anterior, quando passou por recuperação extrajudicial.

Atualmente, a empresa acumula R$ 17,3 bilhões em dívidas. Após o anúncio da recuperação judicial, as ações da Casas Bahia caíram quase 30%.

O pedido judicial abrange dívidas no valor de R$ 17,3 bilhões, que envolvem cerca de 28 mil credores, incluindo bancos, fundos de investimento e importantes fornecedores de eletrônicos e eletrodomésticos.

A maior parte das dívidas, aproximadamente R$ 16,4 bilhões, são quirografárias, ou seja, sem garantias reais, consistindo em débitos com fornecedores. Já os débitos trabalhistas somam R$ 754,5 milhões.

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