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Promotoria acusa homem de matar rapper Tupac por vingança
Tupac Shakur, famoso rapper, foi morto em um tiroteio motivado por vingança entre gangues, conforme revelou a promotoria em um julgamento ocorrido nesta segunda-feira (17), nos Estados Unidos.
O julgamento inicia-se pouco antes de completarem-se 30 anos do assassinato do artista em Las Vegas. Tupac ganhou destaque com seus sucessos como “California Love” e “All Eyes on Me”.
Duane “Keffe D” Davis, ex-líder da gangue South Side Compton Crips, que dominava algumas áreas de Los Angeles na década de 1990, decidiu agir após seu sobrinho ser brutalmente agredido por membros de uma gangue rival, explicou o promotor Binu Pilal no tribunal de Las Vegas.
“No dia 7 de setembro de 1996, Tupac Shakur presenciou publicamente, diante das câmeras, a agressão humilhante contra o sobrinho de Duane Davis, Orlando Anderson“, relatou o promotor.
“Poucas horas depois, Tupac foi alvejado por disparos feitos a partir de um carro branco, numa retaliação pelo ataque anterior.”
Pilal esclareceu que Davis não efetuou os disparos, mas passou a arma para alguém que estava no banco de trás do veículo, ordenando que atirasse contra o rapper.
De acordo com o promotor, em diversas entrevistas, inclusive em uma autobiografia, Davis admitiu sua participação no crime.
“Agora, quase 30 anos depois, pedimos que finalmente responsabilizem Duane Davis pelo assassinato”, declarou diante do júri.
Davis, de 63 anos, nega todas as acusações no julgamento, que pode durar mais de um mês. Se condenado, poderá receber pena de prisão perpétua sem liberdade condicional.
Seu defensor, Michael Sanft, argumentou que não existem provas concretas contra seu cliente, mencionando uma investigação policial desorganizada que não conseguiu formar uma versão clara dos acontecimentos.
“Estão apresentando uma história como fato, enquanto ela é uma invenção. Cabe a vocês decidir o que realmente aconteceu”, afirmou aos jurados.
Tupac Shakur, também conhecido como 2Pac, tinha 25 anos quando faleceu. Ele foi uma figura icônica na disputa entre rappers das costas Leste e Oeste dos Estados Unidos.
A gravadora Bad Boy Records, rival da Death Row Records que representava Tupac, havia contratado a gangue South Side Compton Crips, liderada por Davis, como seu grupo de segurança.


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