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Trump suspende grande obra na fronteira do Texas após críticas de ambos os partidos
O governo de Donald Trump interrompeu na segunda-feira a construção de um ambicioso projeto de engenharia no Parque Nacional Big Bend, no Texas, perto da divisa com o México. A obra, avaliada em US$ 1,7 bilhão (R$ 8,8 bilhões), enfrentou forte resistência de políticos de diferentes partidos.
O Departamento de Segurança Interna pretendia erguer barreiras para veículos, construir estradas para patrulhamento e instalar sistemas de iluminação e tecnologia para monitoramento em todo o parque, que é conhecido por sua beleza natural e biodiversidade, abrigando diversas espécies como aves, linces e ursos-negros.
No início do mês, máquinas começaram a trabalhar em terras públicas que combinam desertos, rios e montanhas, incluindo o famoso Cânion de Santa Elena.
“Ontem à noite, pedi que todas as atividades de construção no parque fossem pausadas até que eu possa visitá-lo pessoalmente para avaliar a situação”, afirmou o comissário do Escritório de Alfândega e Proteção de Fronteiras, Rodney Scott, em vídeo publicado no X.
Ele acrescentou que dialogará com autoridades e representantes locais e que novas informações serão divulgadas em breve.
O governo havia liberado o projeto de várias exigências ambientais para viabilizar a construção, que faz parte da grande iniciativa de Donald Trump para erguer um extenso muro na fronteira com o México.
A oposição ao projeto foi além das disputas políticas. Quatorze juízes dos condados fronteiriços do Texas enviaram carta aberta onde afirmam apoiar a segurança da fronteira, mas sugerem soluções mais práticas.
Cinco xerifes da região também escreveram às autoridades federais, defendendo que tecnologias de vigilância avançadas seriam mais eficazes para evitar a entrada irregular de imigrantes em uma área tão difícil de atravessar.
“Essa é uma das regiões mais inóspitas dos Estados Unidos”, declarou à AFP Jake Knight, diretor executivo da Big Bend Protection Alliance, questionando a necessidade da obra.
“É praticamente impossível atravessar essa área, seja a pé ou de veículo. Além disso, o projeto não reflete a vontade dos moradores locais.”


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