Centro-Oeste
Comércio do DF ajusta estratégias após eliminação da Seleção na Copa
Após a eliminação precoce da Seleção Brasileira nas oitavas da Copa do Mundo, o movimento em bares, restaurantes e comércios no Distrito Federal sofreu mudanças significativas. Durante os jogos do Brasil, esses locais registraram grande fluxo de clientes, mas com a saída da equipe, os negócios agora buscam se adaptar à nova realidade.
O bar Patinho Feio, na Asa Norte, que ficou lotado e teve filas de espera durante as transmissões, registra um impacto na movimentação em dias de jogo. Segundo Pedro Caetano, sócio do bar, a casa fará ajustes para manter a qualidade e o clima animado, mesmo com o menor público nos jogos restantes da Copa.
No Setor Bancário Sul, bares como o Ordinário Bar & Música e o Deboche Bar tiveram aumento significativo no movimento durante as partidas do Brasil, com crescimento entre 30% e 100%. Diogo Lombardi, sócio dos estabelecimentos, espera que o faturamento volte a um patamar próximo do anterior à Copa ou que tenha uma leve queda, já que as transmissões dos demais jogos não atraem tanta clientela quanto as do Brasil. Ele destaca a importância de continuar investindo em promoções e eventos para manter a clientela engajada.
O Complexo Fora do Eixo, no Setor de Armazenamento e Abastecimento Norte, também sentiu o impacto da eliminação, embora seu sócio Vitor Teles mantenha otimismo. A casa planeja manter eventos temáticos e uma programação especial para continuar atraindo público, mesmo sem as transmissões dos jogos do Brasil como atração principal.
Diminuição do movimento adicional
O assessor econômico da Fecomércio-DF, Daniel Soares, explica que os setores mais beneficiados foram aqueles ligados ao consumo imediato durante os jogos, como bares, restaurantes, supermercados e comércio em geral nas principais áreas comerciais do Distrito Federal. A saída da Seleção impacta diretamente a receita adicional esperada, pois muitos estabelecimentos tinham se preparado para um fluxo intenso nos próximos jogos.
Daniel destaca que, durante a Copa, as pessoas preferiram se reunir em bares e restaurantes ao invés de comprar televisores, devido às condições econômicas atuais. A eliminação do Brasil interrompe um ciclo de consumo positivo, que poderia se prolongar enquanto a Seleção avançasse no torneio.
Apesar disso, ele acredita que os jogos restantes ainda vão atrair público, embora em menor intensidade, e que o setor deve se adaptar rapidamente para minimizar perdas, ajustando estoques, promoções e equipes de trabalho. Para bares e restaurantes, a recomendação é diversificar a programação, promovendo eventos e experiências gastronômicas que não dependam exclusivamente dos jogos da Seleção.
O presidente do Sindhobar-DF, Jael Silva, reforça que os bares continuarão exibindo as partidas para torcedores de outras seleções e que o movimento ainda será superior ao que seria sem a Copa. Os investimentos feitos em infraestrutura e promoções para a Copa devem ser aproveitados para fidelizar clientes no futuro.
Opinião dos torcedores
A estudante de Direito Raissa Gomes Rocha, de 22 anos, expressou tristeza pela eliminação, mas continua demonstrando apoio ao futebol brasileiro. Apesar do clima de luto, ela segue usando a camisa da Seleção para incentivar a equipe.
O bancário Renan Gomes Rocha, de 32 anos, relatou sentimento de revolta e decepção, preferindo acompanhar os jogos restantes em casa devido ao desânimo causado pela derrota. Ele percebeu também um reflexo negativo no comércio local logo após a eliminação.

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