Economia
Confiança empresarial cai em agosto, segundo FGV
O Índice de Confiança Empresarial (ICE) do FGV IBRE registrou uma queda de 0,5 ponto em agosto comparado a julho, situando-se em 91,1 pontos. A média móvel trimestral também apontou um declínio de 0,2 ponto, sinalizando uma tendência de queda inédita desde novembro de 2025.
A FGV IBRE observa que a confiança dos empresários diminuiu pelo segundo mês seguido em agosto, refletindo um cenário menos favorável em dois horizontes temporais avaliados na pesquisa.
Aloisio Campelo Jr., pesquisador do FGV IBRE, destacou que o principal impacto negativo veio da redução de 3,5 pontos na confiança do setor industrial, que anteriormente mantinha níveis superiores aos outros setores.
Ele explicou que essa diminuição foi influenciada pela percepção de enfraquecimento da demanda, pelo acúmulo de estoques e pelas incertezas relacionadas às tarifas dos EUA e às eleições nacionais. Com retração em três dos quatro setores principais e uma recuperação parcial nos Serviços após queda expressiva no mês anterior, o cenário demonstra uma preocupação crescente no meio empresarial quanto à possibilidade de desaceleração econômica no segundo semestre.
O ICE compila dados das pesquisas realizadas nos setores de Indústria, Serviços, Comércio e Construção, ponderados de acordo com a participação econômica de cada setor, segundo informações das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A FGV destaca que o índice busca fornecer uma avaliação mais precisa sobre o ritmo da atividade econômica.
O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) também apresentou queda de 0,9 ponto em agosto, alcançando 92,0 pontos, nível não registrado desde novembro de 2025. Dentre seus componentes, a satisfação com a situação atual dos negócios caiu ligeiramente em 0,1 ponto, para 91,8, enquanto a percepção da demanda atual reduziu 1,6 ponto, chegando a 92,3.
Já o Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) diminuiu 0,2 ponto no mês, ficando em 90,3. Em seus componentes, o otimismo em relação à demanda para os próximos três meses subiu 0,5 ponto, para 88,0, enquanto as expectativas para o desempenho dos negócios nos próximos seis meses recuaram 0,8 ponto, para 92,8.

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