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Conflito entre grupo guerrilheiro colombiano ELN e forças da Venezuela deixa mortos

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Um confronto entre integrantes do grupo guerrilheiro colombiano ELN e a Guarda Nacional Bolivariana no sudeste da Venezuela, próximo da fronteira com a Colômbia, resultou em um morto e ao menos cinco feridos, informou à AFP a organização não governamental Fundaredes nesta quarta-feira (30).

O embate, ocorrido na segunda-feira na localidade de Junín, próxima à fronteira com a Colômbia, é o primeiro entre as forças de segurança venezuelanas e o ELN desde a posse do presidente colombiano de direita Abelardo de la Espriella.

“Relatam cinco feridos e um óbito”, informou à AFP o diretor da Fundaredes, Javier Tarazona, que esteve preso por cinco anos por denunciar, entre outras ações, as atividades da guerrilha na região.

Ele ainda acrescentou que os feridos foram levados de Junín para a cidade vizinha de Rubio, no estado de Táchira, onde receberam atendimento em uma clínica local.

O ELN é uma das diversas organizações armadas envolvidas com tráfico de drogas, mineração ilegal e contrabando ao longo da extensa fronteira de 2.200 quilômetros entre Venezuela e Colômbia.

De acordo com Tarazona, a situação na região mudou após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelo exército dos Estados Unidos em janeiro e, principalmente, desde que De la Espriella assumiu o governo em agosto.

Ao contrário de seu predecessor de esquerda, Gustavo Petro (2022-2026), que havia começado negociações de paz com os grupos armados, De la Espriella prometeu combater duramente o crime organizado no país, com o apoio dos Estados Unidos.

A ofensiva contra os guerrilheiros na região de fronteira causou “um movimento significativo desses grupos (colombianos) para dentro da Venezuela”, explicou Tarazona.

O ativista também comentou sobre uma “luta interna” no novo governo interino da Venezuela, com setores que desejam limpar o território venezuelano dos grupos armados e outros que ainda veem esses grupos como uma força armada que protege a revolução.

Maduro, presidente deposto, foi acusado durante seu mandato (2013-2025) de oferecer abrigo em território venezuelano aos rebeldes colombianos de esquerda.

Recentemente, em Nova York, a Colômbia e outros 14 países latino-americanos que participam da aliança Escudo das Américas concordaram em sancionar membros e simpatizantes do ELN e de mais 23 organizações criminosas da região.

Na terça-feira, o Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiu um alerta para seus cidadãos evitarem viajar à fronteira entre Colômbia e Venezuela devido à criminalidade, sequestros, confrontos entre grupos armados e risco de prisão, conforme comunicado oficial.

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