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Conflito no Oriente Médio eleva preço das matérias-primas ao maior nível desde a pandemia

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) anunciou nesta sexta-feira (24) que o aumento nos preços do petróleo e de outros insumos devido à guerra no Oriente Médio provocou um salto no índice que mede a variação do preço médio das matérias-primas, segundo a Sondagem Industrial.

O índice subiu 10,8 pontos entre o último trimestre de 2025 e o início de 2026, passando de 55,3 para 66,1 pontos.

A pesquisa contou com a participação de 1.406 empresas, incluindo 588 pequenas, 477 médias e 341 grandes, realizada entre 1º e 13 de abril de 2026.

Este é o maior patamar do índice desde o segundo trimestre de 2022, quando o comércio global começava a se recuperar dos impactos da pandemia.

Os industriais mostram preocupação com a situação financeira das empresas, cujo índice recuou de 50,1 para 47,2 pontos no mesmo período.

Além disso, o índice de satisfação com o lucro operacional diminuiu 2,6 pontos, alcançando 41,9 pontos, o menor resultado desde o segundo trimestre de 2020, época em que a indústria ainda enfrentava os reflexos da pandemia.

O acesso ao crédito também piorou, caindo 1,9 ponto e atingindo 39 pontos, marcando o nível mais baixo em três anos e indicando dificuldades financeiras para as empresas.

A elevada carga tributária permanece como o principal problema para o setor industrial, apontada por 34,8% dos empresários no primeiro trimestre de 2026, uma redução de 6,3 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior.

Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, destacou que “a maior preocupação dos empresários com a escassez e o alto custo das matérias-primas reflete a situação do conflito no Oriente Médio, que vem elevando os custos do petróleo e outros insumos essenciais. Isso, junto com os juros elevados, está comprometendo a saúde financeira das empresas”.

Apesar das dificuldades, a produção e a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) apresentaram resultados positivos em março, o que elevou as expectativas dos empresários para os próximos meses.

Os índices de expectativa melhoraram em abril, exceto no que se refere ao número de emprego.

Os industriais esperam crescimento da demanda por bens industriais, da aquisição de insumos e matérias-primas, bem como das exportações, mas preveem estabilidade nos níveis de emprego.

Entretanto, a instabilidade no cenário internacional e os juros altos continuam a limitar a intenção de investimento do setor, que caiu pelo quarto mês seguido, diminuindo 1,1 ponto e atingindo 53,7 pontos em abril.

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