Brasil
Conheça Peixão, líder do tráfico no Complexo de Israel
Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, é um dos criminosos mais buscados do Rio de Janeiro, reconhecido por sua postura rigorosa e violenta. Ele fundou o Complexo de Israel e acumula 79 registros criminais, além de responder a 26 processos no Tribunal de Justiça do estado, sem jamais ter sido detido.
Além de ordenar assassinatos e extorquir comerciantes, Peixão, que se diz evangélico, é acusado de intolerância religiosa, com relatos que indicam que proibiu moradores de vestirem branco e destruiu locais de culto tradicional nas favelas que controla.
Para afirmar seu domínio, ele utiliza símbolos como a bandeira de Israel e mensagens bíblicas pintadas em muros. Na Cidade Alta, o topo de uma caixa d’água chegou a exibir uma Estrela de Davi iluminada em neon, símbolo do seu controle, que foi removida em março de 2025 durante operação policial.
O Complexo de Israel, criado por Peixão em julho de 2020, abrange diversas favelas, incluindo Cidade Alta, Parada de Lucas, Vigário Geral, Cinco Bocas e Pica-Pau.
Além destas áreas no Rio, Peixão também domina comunidades em Nova Iguaçu e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Ele é conhecido entre seus associados pelo apelido Aarão, uma referência bíblica ao irmão mais velho de Moisés.
Em maio de 2023, durante uma operação na favela Parada de Lucas, a polícia apreendeu armamentos no valor estimado em mais de R$ 1 milhão, incluindo uma metralhadora calibre .50 e outra .30, capazes de penetrar blindagens e até abater aeronaves, além de 15 fuzis, milhares de munições e 21 granadas.
Peixão integra a liderança da facção TCP, mas mantém autonomia para comandar o tráfico nas regiões sob seu controle, sem interferência da organização criminosa maior. Segundo as autoridades, ele chegou a se esconder fora do estado do Rio de Janeiro, em Santa Catarina, utilizando documentos falsos.
Em 2017, para fugir de uma operação policial após repelir uma tentativa de invasão rival em Cidade Alta, Peixão teria ordenado o incêndio de veículos para dificultar a atuação das viaturas policiais. Nove ônibus e dois caminhões foram queimados em importantes vias como Avenida Brasil, Linha Vermelha e Rodovia Washington Luís, o que permitiu sua fuga.

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