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Correios continuam com plano de fechamento de agências após pressão dos funcionários

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Após suspender parte das ações de reorganização no mês anterior para evitar paralisações, a administração dos Correios optou nesta semana por retomar as medidas de contenção de despesas.

Entre as ações previstas estão a desativação de unidades, a interrupção do pagamento de adicionais para funções de caixa, e a implementação de um sistema de controle das entregas feitas pelos carteiros.

Em comunicado, a empresa informou que criou um canal de diálogo permanente com os sindicatos para tratar da execução do plano de reestruturação.

Na primeira rodada de negociações, foram apresentados estudos técnicos que fundamentam as medidas a serem adotadas.

“As reuniões também permitiram que as federações expressassem suas avaliações, preocupações e sugestões sobre os efeitos das medidas nas condições de trabalho e na qualidade dos serviços prestados. Essas contribuições fazem parte do processo de diálogo e serão analisadas pelas áreas responsáveis”, diz a nota.

O plano de reestruturação prevê o encerramento de aproximadamente mil unidades, incluindo agências e centros de tratamento de cargas. Esta ação é acompanhada pela abertura de um programa de demissão voluntária (PDV) para os funcionários dessas unidades, com adesão aberta até o final do ano. Este será o segundo PDV da companhia, visando a redução do quadro de colaboradores.

O plano faz parte das contrapartidas para um empréstimo de R$ 12 bilhões, garantido pela União e obtido no final de 2025, destinado a cobrir as dívidas da estatal.

Os Correios registraram um prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões em 2025 e devem apresentar resultados negativos novamente neste ano. No primeiro semestre, a empresa acumulou um déficit de R$ 3,1 bilhões.

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