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Economia

Correios registram prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre; perda anual alcança R$ 5,5 bilhões

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Os Correios enfrentam uma séria crise financeira, registrando prejuízo de R$ 2,37 bilhões no segundo trimestre de 2026, conforme dados divulgados pela empresa neste sábado.

Esse valor representa uma redução de 5,5% comparado ao prejuízo de R$ 2,53 bilhões no mesmo período de 2025.

No acumulado do ano, a empresa totaliza um déficit de R$ 5,55 bilhões, cifra 30,4% superior ao resultado negativo de R$ 4,26 bilhões registrado nos primeiros seis meses de 2025.

Em nota que acompanha o balanço, a estatal destaca que enfrenta pressões significativas em seus resultados, geração de caixa e posição patrimonial, causadas, entre outros motivos, pela diminuição das receitas dos serviços postais tradicionais, aumento dos custos operacionais, atualização de provisões relativas a passivos judiciais de períodos anteriores e manutenção da ampla estrutura operacional necessária para o serviço postal universal.

Assim, a empresa ainda apresenta resultados negativos, patrimônio líquido deficitário e a necessidade de restaurar sua capacidade de geração contínua de caixa.

A administração reconhece que a melhoria operacional vista no primeiro semestre de 2026 ainda não refletiu adequadamente na geração recorrente de caixa nem na recuperação dos indicadores financeiros e patrimoniais da empresa, afirmam os Correios, atualmente em processo de reestruturação.

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2027, que será apresentado pelo governo na próxima segunda-feira, incluirá um aporte federal de R$ 6 bilhões para os Correios.

Essa capitalização está prevista no contrato firmado pela estatal com um grupo de bancos no final do ano passado, relacionado a um empréstimo de R$ 12 bilhões, devendo ser realizada até o final de 2027.

A equipe econômica avaliou se esse aporte seria feito ainda em 2026, mas decidiu postergá-lo para o próximo ano.

Até o presente momento, nenhum recurso foi transferido à empresa pela União. A capitalização de estatais configura despesa discricionária e deve ser contabilizada dentro do limite de gastos previsto no arcabouço fiscal.

Atualmente, a empresa busca captar R$ 7 bilhões junto a credores privados como parte da estratégia para reverter os eventos negativos recentes.

Para superar a crise, os Correios estão implementando um plano de reestruturação que inclui cortes de custos e aumento de receitas.

Recentemente, foi lançado um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV) que visa a saída de 7 mil funcionários, após a primeira iniciativa deste ano não atingir a meta estabelecida.

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