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Dino bloqueia R$ 6 milhões de Eduardo Cunha após PF achar uso ilegal de emendas
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou o bloqueio de até R$ 6,15 milhões em bens do ex-deputado federal Eduardo Cunha, em uma investigação sobre desvio de emendas parlamentares da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados.
A decisão, datada de 6 de julho, também suspendeu imediatamente todas as despesas relacionadas às emendas suspeitas.
“Conforme mostram mensagens em aplicativos e várias planilhas partilhadas entre os investigados, Eduardo Cosentino da Cunha, mesmo sem exercer mandato parlamentar, atuava recentemente como responsável pelo redirecionamento de recursos públicos, especialmente em benefício de sua campanha para Deputado Federal por Minas Gerais”, afirmou Dino.
Assim como em outra investigação recente que envolve o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, Eduardo Cunha é apontado pela Polícia Federal como quem indicava emendas parlamentares mesmo sem ter mandato no Congresso Nacional.
Segundo a Polícia Federal, Cunha agia como um ‘parlamentar informal’, com uma cota própria de emendas, decidindo quais cidades receberiam os fundos, sempre por intermédio de uma servidora da Câmara.
O ex-presidente da Câmara está na corrida para ser deputado federal por Minas Gerais.
Nas conversas interceptadas pela Polícia Federal, Cunha demonstra interesse especial nas emendas destinadas ao estado de Minas Gerais.

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