Brasil
Dona de empresa e 3 instrutores são acusados pela morte em salto de rope jump sem cordas em SP
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, faleceu após um salto de rope jump sem cordas na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). Quatro pessoas, incluindo a organizadora do evento, Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos, responsável pela empresa Entre Cordas, e três instrutores, foram formalmente acusadas pelo ocorrido.
A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), qualificando o caso como homicídio com dolo eventual, uma situação em que não há intenção direta de matar, mas assume-se o risco de causar a morte. Além disso, Evelyne responde por fraude processual por tentar eliminar provas cruciais para a investigação.
Os instrutores envolvidos, Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, foram considerados responsáveis pelo mesmo crime.
Os três foram presos em flagrante e posteriormente tiveram suas prisões convertidas em preventivas, estendendo-se o período de detenção. A mesma medida foi aplicada à organizadora Evelyne em decisão recente.
A denúncia relata que o grupo promovia saltos para dezenas de participantes por dia sem seguir protocolos mínimos de segurança, sem gestão formal dos riscos e sem checagem adequada dos equipamentos. Maria Eduarda foi lançada na modalidade chamada “aviãozinho”, onde é projetada ao ar pelos instrutores, mas sem o uso correto da corda de segurança. Ela caiu de uma altura aproximada de 40 metros, o que resultou em trauma múltiplo fatal.
O MP ressaltou que os responsáveis ignoraram normas básicas, operando ilegalmente, sem as licenças necessárias, seguros ou a documentação de responsabilidade exigida, visando apenas os lucros e exposição nas redes sociais.
A investigação também levantou questões sobre o desaparecimento da câmera GoPro da vítima, que estava presa ao seu corpo e continha imagens importantes. A organizadora Evelyne teria tentado apagar o conteúdo do vídeo para dificultar a apuração dos fatos. Testemunhas relataram que um homem da equipe retirou a câmera, porém sua identidade ainda é desconhecida.
A Polícia Civil ainda investiga o sumiço da câmera e aguarda análises dos dispositivos eletrônicos apreendidos para avançar no caso.

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