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EUA aplicam sanções a ministro cubano e líderes da indústria militar
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (6) a imposição de sanções contra o ministro das Forças Armadas de Cuba, Álvaro López Miera, além de outras autoridades e cinco empresas do setor industrial militar da ilha.
Segundo comunicado do Departamento de Estado, os sancionados estão envolvidos na aquisição e manutenção de armamentos e equipamentos militares no exterior para as forças militares e de segurança cubanas.
Os EUA classificam Cuba como um país que apoia o terrorismo e representa uma ameaça à segurança nacional, motivo pelo qual intensificaram a pressão econômica e diplomática sobre a ilha desde o início deste ano.
Essas sanções foram divulgadas após um detalhado relatório sobre as atividades militares e diplomáticas de Havana no mundo, especialmente na América Latina e Caribe, desde a Revolução Cubana.
O documento destaca as contínuas parcerias do governo cubano com Rússia e China, fornecedores de tecnologia militar e equipamentos de vigilância para Cuba.
Entre os sancionados estão Álvaro López Miera, seu vice-ministro Roberto Legrá — acusado de participar na compra de armamento russo — e outros altos funcionários do ministério.
A coronel Mónica Milián Gómez, adida militar na embaixada cubana em Moscou, também foi incluída na lista por suposto envolvimento no recrutamento de cubanos para o conflito na Ucrânia.
Além disso, o adido militar em Pequim, Waldo Pérez Cortés, foi sancionado.
As entidades afetadas incluem empresas como Tecnoimport, Duna, União da Indústria Militar (UIM) e a empresa Yuri Gagarin, todas ligadas à compra e manutenção de equipamentos militares.
De acordo com a legislação dos EUA, os sancionados estão proibidos de possuir bens ou acessar serviços financeiros e econômicos no país.
Os EUA mantêm um embargo a Cuba desde 1962 e, neste ano, implementaram um bloqueio quase total ao fornecimento de hidrocarbonetos para a ilha.
O governo do presidente Donald Trump sancionou recentemente quase todo o governo cubano e apresentou acusações contra o líder da Revolução Cubana, Raúl Castro, que teria ordenado ações contra aeronaves civis na Flórida há cerca de trinta anos, quando era ministro da Defesa.

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