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EUA intensificam ataques contra Irã
Na noite desta quarta-feira (10), os Estados Unidos retomaram os bombardeios contra o Irã, seguindo as advertências do presidente Donald Trump, que acusou Teerã de atrasar propositadamente um acordo de paz e desrespeitar seu país.
Este é o segundo dia consecutivo de ataques contra a República Islâmica, após a derrubada de um helicóptero americano na segunda-feira por um drone iraniano.
O Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom) confirmou que iniciaram novos ataques em legítima defesa contra múltiplos alvos no Irã.
O comando afirmou na rede X que tais operações são uma resposta às agressões contínuas e injustificadas do Irã.
Relatos da imprensa iraniana mencionam explosões na costa sul do país, próximo ao Estreito de Ormuz.
Antes dos ataques, Trump anunciou que a repressão ao Irã seria severa e imediata.
“Estávamos próximos de fechar um acordo, mas eles continuaram a nos enganar”, declarou o presidente ao falar para a imprensa no Salão Oval.
Na véspera da Copa do Mundo, competição em que a seleção iraniana disputa jogos em solo americano, o presidente acusou o Irã de atrasar demais as negociações, afirmando que eles terão que pagar um preço por isso.
O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, declarou em Tampa, Flórida, que os ataques seriam precisos e decisivos.
Essa guerra, iniciada em 28 de fevereiro após ataques americano-israelenses, mergulhou a região em um cenário caótico e instável, com impacto nos mercados globais, apesar da trégua temporária em 8 de abril.
Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta, embora o valor do barril ainda esteja abaixo de US$ 100.
Donald Trump havia anunciado um acordo próximo com Teerã, mas a troca de ataques durante a madrugada alterou o cenário.
Ele também indicou que poderia atingir usinas de energia e pontes iranianas, algo que o presidente iraniano Masoud Pezeshkian criticou, dizendo que atacar infraestrutura vital é um sinal de desespero e não de força.
O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, afirmou que nenhum acordo é viável sob ameaças e uso da força.
O Irã reivindicou ataques contra bases americanas no Bahrein e Jordânia em retaliação aos bombardeios em seu território.
Exércitos do Kuwait, Bahrein e Jordânia reportaram interceptação e destruição de alvos aéreos suspeitos.
Os Estados Unidos desativaram o petroleiro M/T Settebello, de Palau, que tentava violar o bloqueio naval imposto aos portos iranianos.
Um ataque em aeronave deixou três tripulantes indianos desaparecidos, provocando protestos por parte de Nova Délhi, enquanto 21 marinheiros foram resgatados.
Donald Trump também postou em sua rede Truth Social que o Exército americano completou uma operação secreta que permitiu a passagem de 100 milhões de barris de petróleo pelo Estreito de Ormuz, bloqueado na prática pelo Irã desde o início do conflito.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou preocupação com a escalada recente de ataques e retórica, alertando para o risco de uma guerra total na região.
Em paralelo, negociadores do Catar, mediadores entre Washington e Teerã, viajaram para a capital iraniana para dialogar.
Rússia e China, aliados do Irã, pedem moderação diante da escalada atual.
Os bombardeios americanos atingiram as cidades de Jask, Sirik e a ilha de Qeshm, província do sul iraniano.
Em relação à questão nuclear, a Agência Internacional de Energia Atômica exigiu que o Irã forneça detalhes completos sobre seus estoques de material nuclear, decisão considerada contraproducente pelo representante iraniano em Viena.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, convocou os libaneses a unirem-se contra o grupo Hezbollah, afirmando que o Líbano está sendo dominado pelo grupo pró-Irã.
Após bombardeios entre Israel e o Líbano, incluindo o Hezbollah, o conflito segue intenso, embora uma trégua tenha sido estabelecida em 8 de abril.
Teerã exige a inclusão do Líbano em qualquer acordo para pôr fim ao conflito regional.
Mais de 3.600 pessoas morreram no Líbano devido aos bombardeios israelenses desde o início das hostilidades.


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