Economia
Flávio Bolsonaro reage a tarifa dos EUA em audiência
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também é candidato à presidência, está nos Estados Unidos para participar de uma audiência pública que investiga medidas comerciais americanas contra o Brasil nesta semana. Em um documento entregue à autoridade responsável, o parlamentar solicitou a suspensão da sobretaxa imposta ao Brasil e afirmou que essa ação beneficiaria politicamente o presidente Lula.
A audiência organizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) ocorre nesta terça-feira, em Washington, na Comissão de Comércio Internacional dos EUA. Na última quinta-feira, Flávio Bolsonaro enviou uma carta detalhada com 86 páginas.
Para tentar persuadir as autoridades, ele argumenta que as tarifas ajudariam a fortalecer politicamente o presidente Lula, em vez de criar pressão sobre seu governo. Finalizando sua argumentação, ele aponta que a decisão resultaria em um ganho político para o presidente brasileiro, além de prejudicar tanto a economia dos EUA quanto os brasileiros que favorecem uma relação mais próxima entre Brasil e Estados Unidos.
“Em outras palavras: as tarifas propostas dariam ao atual governo brasileiro exatamente a vitória política que ele vem buscando, enquanto prejudicariam a economia americana e os próprios brasileiros interessados numa cooperação benéfica entre os dois países”, destacou Flávio Bolsonaro.
Durante o documento, o senador defende que o governo Lula transformou o conflito com os EUA em uma ferramenta política interna e que a imposição de novas tarifas só fortaleceria essa estratégia. Para fundamentar sua posição, ele cita pesquisas eleitorais e observa que a rodada anterior de tarifas implementadas pelo governo Trump serviu para fortalecer eleitoralmente o presidente brasileiro, ao invés de pressionar sua administração.
A proposta do governo Trump para impor uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros foi motivada por uma investigação baseada na Seção 301. O USTR alega práticas injustas e discriminatórias do Brasil em áreas como o Pix, proteção de propriedade intelectual e combate ao desmatamento ilegal.

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