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Grande parte dos pais brasileiros está preocupada com violência na internet

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Uma grande maioria dos brasileiros, cerca de oito em cada dez, acredita que crianças e adolescentes enfrentam riscos significativos de crimes e violência no ambiente digital. Essa preocupação é alta em todas as regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste e Sudeste, onde a percepção de vulnerabilidade ultrapassa 90%.

Além da grande preocupação geral, o estudo revelou que muitas pessoas conhecem crianças ou adolescentes que já sofreram ataques como humilhação, xingamentos, bullying ou outros constrangimentos nas redes sociais, especialmente no Sudeste do país.

A pesquisa, feita entre fim de maio e início de junho de 2026, ouviu mais de 2 mil adultos brasileiros e apontou que o acompanhamento dos pais ou responsáveis ao uso da internet pelas crianças é considerado fundamental por praticamente todos, 96% dos entrevistados.

Márcia Kalvon, diretora-executiva do Instituto Futuro é Infância Saudável, destaca que esses dados evidenciam não só o risco digital percebido pela população, mas também reforçam a importância de leis que protegem crianças e adolescentes nesse ambiente, garantindo um espaço mais seguro para o desenvolvimento e a participação social dos jovens.

Mesmo assim, o monitoramento dos pais tende a diminuir conforme as crianças crescem: enquanto quase todas as crianças pequenas têm uso da internet supervisionado, só dois terços dos adolescentes recebem esse tipo de cuidado.

Entre as estratégias mais citadas para proteger os jovens estão o bloqueio de conteúdos inadequados, o monitoramento das conversas e contas, e a limitação do tempo de uso das redes sociais. A proibição completa do uso é apoiada por uma parte menor da população.

Quando o assunto é a segurança nas escolas, apenas três a cada dez pais e responsáveis confiam bastante nas instituições de ensino. A percepção de insegurança nas escolas é predominante em todo o país, atribuída principalmente à violência entre alunos. A confiança maior está em psicólogos, serviços de aconselhamento e forças policiais, enquanto outras instituições têm índices menores de confiança popular.

De acordo com o levantamento, as escolas públicas são vistas como menos seguras do que as privadas, e os motivos para a insegurança incluem tanto conflitos entre estudantes quanto agressões praticadas por profissionais da escola.

Para aumentar a segurança escolar, os brasileiros indicam a necessidade de maior envolvimento familiar, formação dos professores para identificar casos de violência e parcerias com órgãos de proteção social e saúde.

Em casos de agressão aos filhos, a orientação principal dos pais é buscar apoio junto à escola, seguida de menos mencionadas respostas como afastar o agressor ou registrar boletim de ocorrência.

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