Economia
Hábitos que mais incomodam passageiros em voos
Falar ao telefone, fazer chamadas de vídeo ou assistir a conteúdos sem fones de ouvido estão entre os comportamentos que mais perturbam os passageiros durante viagens aéreas. É o que revela uma pesquisa feita pelo site especializado The Points Guy (TPG), em parceria com a YouGov, que consultou 2.500 adultos nos Estados Unidos sobre as regras de etiqueta a bordo.
O ruído causado por dispositivos eletrônicos está no topo das queixas. Segundo o estudo, 27% dos entrevistados indicaram chamadas telefônicas ou de vídeo como o ato mais irritante de outros passageiros. Além disso, 40% defendem a proibição desse tipo de ligação pelas companhias aéreas durante os voos.
— Isso também ocorre nas áreas de pré-embarque, onde as pessoas permanecem sentadas usando seus celulares assistindo vídeos com o volume no máximo — afirmou Becky Blaine, editora-chefe do TPG, à CBS News.
Algumas empresas já adotaram regras mais rígidas. Em março, a United Airlines passou a exigir que os passageiros usem fones de ouvido sempre que reproduzirem áudio em dispositivos pessoais, inclusive ao navegar pelas redes sociais. A companhia prevê até a remoção da aeronave e possíveis restrições futuras para quem descumprir a determinação.
Outro tema que costuma gerar debate entre viajantes é o direito de reclinar o assento. Nessa questão, a maioria dos entrevistados se mostrou favorável à prática: 51% disseram não ver problema em abaixar o encosto durante o voo, enquanto apenas 10% consideraram esse comportamento inaceitável.
Quanto à ideia de que o passageiro sentado no meio deve ter preferência pelos dois apoios de braço, encontrou pouca concordância. Apesar de o TPG apoiar essa regra informal como uma compensação pelo menor espaço, apenas 11% dos entrevistados concordaram que os dois apoios pertencem automaticamente a quem ocupa o assento central.
A pesquisa também analisou o modo de se vestir durante uma viagem aérea. Mais de sete em cada dez entrevistados consideram adequado usar qualquer roupa confortável, incluindo peças esportivas e roupas domésticas.
Apenas 9% defenderam roupas mais formais ou profissionais. O pijama, entretanto, parece ultrapassar o limite para a maioria: somente 1% dos participantes achou aceitável embarcar vestido dessa forma.
Este resultado contrasta com uma campanha lançada no ano passado pelo Departamento de Transportes dos Estados Unidos, que buscava incentivar maior formalidade e cortesia nos aeroportos.
— Vista-se adequadamente para ir ao aeroporto, ajude um estranho e mantenha uma boa disposição — declarou, na ocasião, o secretário de Transportes, Sean Duffy.

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