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Economia

Ibovespa cai com peso das commodities, mesmo com alta em NY e expectativa de corte da Selic

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O Ibovespa iniciou a manhã desta segunda-feira, 3, com leve alta, impulsionado pela possibilidade de retomada das negociações para o fim do conflito entre Estados Unidos e Irã, fato que derruba o preço do petróleo e ajuda a aliviar preocupações inflacionárias no curto prazo. Além disso, a queda nas projeções da inflação para 2026 no boletim Focus do Banco Central, assim como a revisão para baixo da estimativa da taxa Selic para este ano, aumentam a expectativa para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para quarta-feira.

Os juros futuros apresentam queda no mercado doméstico, estimulando ações que são mais sensíveis ao ciclo econômico. As bolsas em Nova York, por sua vez, operam em alta em meio à semana do relatório de emprego americano (payroll).

Há uma forte desvalorização do petróleo, com queda superior a 5% no Brent (cotado a US$ 83) e mais de 6% no WTI (a US$ 79), além de uma redução de 2,81% no minério de ferro negociado em Dalian, China. Esses movimentos impactam negativamente as ações das maiores empresas do índice Bovespa, Petrobras e Vale.

De acordo com o boletim Focus divulgado hoje, a mediana para a taxa Selic ao final de 2026 foi revisada para 13,75%, uma redução em relação ao patamar anterior de 14%, após permanecer estável por cinco semanas consecutivas. Segundo Felipe Cima, especialista em renda variável da Manchester Investimentos, a atenção do mercado estará voltada para o comunicado do Copom após a decisão do colegiado, especialmente em relação ao horizonte relevante da política monetária, já que o Banco Central tem considerado estender sua análise até o primeiro trimestre de 2028.

No que diz respeito ao IPCA, a estimativa para 2026 caiu pela quinta semana seguida, passando de 5,12% para 5,03%. Cima destaca que o IPCA-15 nos últimos 12 meses, pouco abaixo do teto da meta de 4,5% (atualmente em 5,52%), sugere uma percepção mais favorável da inflação, embora o câmbio permaneça como uma grande questão a ser observada.

A Petrobras permanece em foco nesta semana, com a divulgação do balanço trimestral marcada para quinta-feira (30). O Itaú apresentará seu balanço amanhã, enquanto o Bradesco fará o mesmo na quarta-feira. Internacionalmente, a SpaceX divulgará seu primeiro balanço desde a abertura de capital, e o relatório de emprego nos EUA deve influenciar as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed) na sexta-feira.

O cenário corporativo brasileiro segue movimentado. O Itaú Unibanco comunicou que a sua subsidiária Banco Itaú Colômbia concluiu a transferência, a valor contábil, de ativos, passivos e contratos relacionados à operação de varejo para pessoas físicas para o Banco de Bogotá. Enquanto isso, o Santander aprovou a exoneração da economista Maria Elena Lanciego Perez do cargo de diretora vice-presidente executiva. Além disso, a Telefônica Brasil, controladora da Vivo, ratificou a incorporação da Fibrasil Infraestrutura e Fibra Óptica (Fibrasil), sua subsidiária integral.

Na última sexta-feira, o Ibovespa fechou em alta de 0,47%, aos 177.999,00 pontos, encerrando o mês de julho com valorização de 3,47%, após quatro meses consecutivos de queda.

Hoje, o índice abriu praticamente estável, com leve alta de 0,01% aos 178.008,70 pontos, chegando a atingir máxima em 178.556,60 pontos (+0,31%). No entanto, por volta das 11h06, caiu 0,68%, chegando a mínima de 176.783,14 pontos. Dentre as quedas, a Vale recuou 2,81% e a Petrobras caiu entre 1,57% (PN) e 1,14% (ON). A empresa Cury liderou as altas, subindo 3,69%, beneficiada pela queda nos juros futuros.

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