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Inglaterra e Gales registram julho mais seco da história

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Inglaterra e País de Gales enfrentaram o julho mais seco desde o início dos registros meteorológicos em 1836, informou a agência britânica Met Office nesta segunda-feira (3), devido a ondas de calor intensas que tiveram impacto no Reino Unido e na Europa Ocidental.

Durante o mês, a Inglaterra recebeu apenas 6,5 litros de chuva por metro quadrado, muito abaixo dos aproximadamente 65 litros esperados para julho.

Em Gales, a precipitação foi ainda menor, com 9,3 litros por metro quadrado, confirmando um volume excepcionalmente baixo conforme dados do Met Office.

De acordo com o relatório, 19 condados na Inglaterra passaram quase todo o mês sem registrar chuvas significativas, acumulando 1 milímetro ou menos de precipitação, evidenciando a severidade da seca enfrentada pela região.

Assim como outras partes da Europa, a Inglaterra sofreu ondas de calor no final de maio e em junho, que bateram recordes de temperatura, incluindo um pico de 38°C em 26 de junho no leste do país.

“Os impactos são sentidos pelos nossos agricultores, pela vida selvagem e pela disponibilidade de água para uso público e empresarial”, destacou Helena Wakeham, presidente do Grupo Nacional de Seca.

Além disso, julho foi registrado como o mês mais ensolarado já observado no Reino Unido, conforme dados do Met Office.

Amy Doherty, especialista em clima do Met Office, comentou que “julho de 2026 foi um período verdadeiramente excepcional nos registros climáticos do Reino Unido”, marcado por uma combinação inédita de seca intensa, calor extremo e horas de sol recordes.

Este mês representou o segundo julho mais quente já registrado para o Reino Unido.

As ondas de calor que ocorreram em maio e julho tiveram consequências graves para a saúde pública, sendo associadas a quase 3.000 mortes relacionadas às altas temperaturas, conforme relatório da Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido (UKHSA).

Estimativas indicam 2.877 mortes atribuídas ao calor nestes dois meses de 2026, quase o dobro do número de óbitos registrados durante ondas de calor entre junho e agosto de 2025, quando ocorreram 1.504 mortes.

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