Economia
Investimentos de pessoa física crescem 6,4% no 1º semestre, a R$ 9,141 tri, diz Anbima
O montante investido por pessoas físicas no Brasil atingiu R$ 9,141 trilhões em junho de 2026, representando um aumento de 6,4% em relação ao encerramento de dezembro de 2025, quando o valor era de R$ 8,588 trilhões. O segmento de varejo de alta renda teve o desempenho mais expressivo, com crescimento de 7,8%, chegando a R$ 3,372 trilhões. Em seguida, o segmento private teve alta de 5,2%, totalizando R$ 2,774 trilhões, enquanto o varejo tradicional cresceu 6,1%, alcançando R$ 2,995 trilhões.
Esses dados foram divulgados na quinta-feira, dia 3, pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
O número de contas no segmento private aumentou 22%, ultrapassando 203 mil contas, contudo, o valor médio investido por conta diminuiu 13,8%, ficando em aproximadamente R$ 13,6 milhões.
O varejo tradicional conta com mais de 180,6 milhões de contas, apresentando um acréscimo de 5,8%, com valor médio investido de R$ 14,6 mil. Já o varejo de alta renda possui mais de 24,6 milhões de contas, crescimento de 8,2%, e tíquete médio de R$ 136,8 mil.
Distribuição por região
O avanço no segmento de alta renda é observado em todo o Brasil, com destaque para as regiões Centro-Oeste (39,4%) e Sudeste (39,1%). O private também expandiu nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com percentuais de 15,5%, 19,2% e 18,6% respectivamente. Por outro lado, nas regiões Sul e Sudeste, a participação do private diminuiu em relação ao total, passando de 29,5% para 29% no Sul e de 34,1% para 33,7% no Sudeste.
O varejo tradicional mantém a maior participação na maioria das regiões, com 49,1% no Norte, 42% no Centro-Oeste, 42,8% no Sul e 45,2% no Nordeste. No Sudeste, a sua participação total é menor, chegando a 27,2%, inferior aos outros segmentos.
Crescimento do volume financeiro por região
O Sudeste destacou-se pelo maior incremento no volume financeiro total, somando mais de R$ 320 bilhões no primeiro semestre e ultrapassando os R$ 6 trilhões em investimentos. Nas outras regiões, os valores adicionados foram de R$ 171,5 bilhões no Norte, R$ 492,8 bilhões no Centro-Oeste, R$ 1,5 trilhão no Sul e R$ 860,6 bilhões no Nordeste.

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