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Laudo indica asfixia mecânica como causa da morte de homem preso por matar influenciadora no Rio

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Peritos do Instituto Médico Legal (IML) determinaram que a morte de Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, de 32 anos, ocorreu devido à asfixia mecânica causada por enforcamento. Ele foi detido na última quarta-feira sob a suspeita de assassinar sua namorada e influenciadora digital Ana Luiza Mateus, de 29 anos, ao empurrá-la do 13º andar de um edifício na Barra da Tijuca. Conforme informações da Polícia Civil, Endreo cometeu suicídio na carceragem da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), amarrando-se com a própria bermuda.

A causa da morte está registrada na certidão de óbito de Endreo, finalizada na quinta-feira. No mesmo dia, familiares foram ao IML acompanhados por um advogado para liberar o corpo. O advogado afirmou que a família está profundamente abalada e não pretende comentar o ocorrido.

Feminicídio envolvendo influenciadora

De acordo com um amigo de Ana Luiza, o casal se conheceu em um shopping na Barra da Tijuca. Durante o carnaval, Endreo a convidou para um camarote no Sambódromo da Sapucaí e logo iniciaram o namoro. Endreo teria se apresentado usando o nome do irmão e dito que estudava Medicina. Durante a prisão, manteve a identidade falsa, que foi corrigida pela polícia posteriormente.

Testemunhas relataram ao delegado Renato Martins, responsável pela investigação, que o relacionamento entre Ana Luiza e Endreo era marcado por conflitos frequentes. Durante a madrugada de quarta-feira, foram ouvidos pelo menos dois desentendimentos causados pela compra de uma passagem para a cidade natal de Ana Luiza, Teixeira de Freitas, no sul da Bahia. A viagem seria a forma que ela encontrou para deixar a relação, que durava três meses.

O delegado relatou também que Endreo foi visto saindo do apartamento de maneira agressiva, chegando a bater em uma porta do condomínio. Depois, mandou mensagens para Ana Luiza, retornou e iniciou outra discussão. Vizinhos ouviram o barulho e acionaram a portaria, mas os funcionários chegaram após a fatalidade.

“Quando chegamos, ele estava chorando e ensanguentado perto de Ana Luiza. Endreo mexeu na posição do corpo e em outros elementos do local, aparentemente para dificultar a perícia. Temos outras provas técnicas que confirmam que a vítima foi empurrada”, explicou o delegado Renato Martins.

Em depoimento, Endreo admitiu sentir ciúmes da influenciadora e não aceitava sua exposição nas redes sociais, onde tinha mais de 40 mil seguidores e promovia marcas, restaurantes, passeios e procedimentos estéticos.

“Ele confessou o ciúme que sentia, alegando que Ana Luiza era muito assediada e que isso o incomodava profundamente. Essa insegurança levava a tentativas de controle e restrição, incluindo não querer que ela saísse sozinha. Essa dinâmica turbulenta resultou na tragédia”, concluiu o delegado.

Antecedentes de violência doméstica

Em 3 de novembro do ano anterior, um mandado de prisão foi expedido contra Endreo pela Justiça do Mato Grosso do Sul, estado onde nasceu. Ele foi acusado por uma ex-namorada de crimes como tortura, cárcere privado, estupro e outras agressões, ocorridas em outubro e registradas em delegacia. Além desse processo, há outros dois registros referentes a violência doméstica contra mulheres, o mais antigo datando de 2023.

Uma ex-namorada relatou que sofria ameaças e violência motivadas por ciúmes. Ela contou que Endreo dizia que iria matá-la numa fazenda e depois jogar seu corpo de uma cachoeira. Ela passou muito tempo tentando convencê-lo a deixá-la procurar atendimento médico após ser agredida. Mesmo depois, ele reteve seus pertences e desapareceu, sendo que só soube dele novamente após a notícia sobre Ana Luiza.

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