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Lula condena maus usos da IA e destaca desigualdade
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou desaprovação ao uso da inteligência artificial para práticas prejudiciais, mencionando o risco de aumento das disparidades globais. Ele também destacou o Pix como um exemplo positivo de infraestrutura digital pública durante um encontro ampliado do G7 na França.
Em seu pronunciamento sobre governança digital e inteligência artificial, Lula reconheceu os benefícios da tecnologia em setores como indústria, saúde, segurança alimentar, energia e serviços públicos. Entretanto, ressaltou que o avanço tecnológico veio acompanhado de desafios que demandam regulamentação e cooperação internacional.
— Existem usos prejudiciais, incluindo armas autônomas, discursos de ódio, desinformação, exploração infantil e manipulação de imagens para fins pornográficos, violência contra mulheres e precarização do trabalho — afirmou.
O presidente citou dados que evidenciam a concentração do mercado global de serviços digitais e apontou que muitos países em desenvolvimento ainda participam da economia digital principalmente como fornecedores de dados, consumidores de tecnologia e exportadores de matérias-primas estratégicas.
Ao abordar a soberania digital, Lula defendeu que os dados gerados por cidadãos e instituições devem beneficiar as próprias sociedades, destacando que a infraestrutura digital pública é um dos ativos mais importantes do século XXI.
Lula utilizou o Pix como um exemplo de política pública bem-sucedida na área digital, destacando o sistema de pagamentos instantâneos como uma das maiores realizações recentes do Estado brasileiro.
— Trata-se de um sistema público e gratuito que demonstra como dados integrados podem promover inclusão financeira e eficiência digital — explicou.
Essa declaração ocorre em um contexto de tensão entre Brasil e Estados Unidos, já que o sistema de pagamentos brasileiro está sendo investigado por autoridades americanas em um inquérito comercial que questiona aspectos da regulação digital e do ambiente de negócios no Brasil.
Além disso, o presidente defendeu a regulamentação das plataformas digitais e destacou as iniciativas do governo para proteger crianças e adolescentes na internet. Ele também enfatizou que os debates sobre inteligência artificial devem acontecer em fóruns multilaterais coordenados pelas Nações Unidas.


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