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Economia

Mercado prevê inflação de 5,04% este ano

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A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o indicador oficial da inflação no Brasil, foi ajustada de 4,92% para 5,04% para este ano. Estes dados foram divulgados no Boletim Focus, uma pesquisa semanal realizada pelo Banco Central (BC) que reúne as expectativas de diversas instituições financeiras acerca dos principais indicadores econômicos.

A inflação tem sido pressionada principalmente pelos aumentos nos preços dos combustíveis, influenciados pelo conflito no Oriente Médio. Essa foi a décima primeira semana consecutiva em que a estimativa para o IPCA foi revisada para cima, ultrapassando o limite superior da meta estabelecida pelo Banco Central.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) define a meta de inflação em 3%, permitida uma variação entre 1,5% e 4,5%. Apesar da pressão recente, o IPCA acumulado nos últimos 12 meses permanece dentro deste teto, com 4,39%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para os próximos anos, as expectativas indicam que a inflação será de 4,01% em 2027, 3,65% em 2028 e 3,5% em 2029.

Taxa Selic

O principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação é a taxa básica de juros, chamada Selic, que atualmente está fixada em 14,5% ao ano, conforme decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Em abril, o Copom realizou o segundo corte consecutivo de 0,25 ponto percentual, mesmo diante das incertezas causadas pelo conflito no Oriente Médio.

Entre junho de 2025 e março deste ano, a Selic esteve em seu maior patamar dos últimos 20 anos, com 15% ao ano. Com a queda recente, o BC analisa cuidadosamente os impactos do conflito global no cenário econômico e indica que continuará monitorando os desdobramentos.

O próximo encontro do Copom para revisar a Selic está marcado para os dias 16 e 17 de junho. As previsões indicam que a taxa básica deve permanecer em 13,25% ao ano até o final de 2026, com quedas previstas para 11,25% em 2027 e 10% nos anos seguintes.

Taxas de juros mais elevadas buscam reduzir a demanda, tornando o crédito mais caro e incentivando a poupança, o que ajuda a conter a inflação, mas pode frear o crescimento econômico. Já a redução da Selic tende a baratear o crédito, favorecendo a produção e o consumo.

PIB e Cotação do Dólar

O crescimento da economia brasileira para 2026 teve sua projeção revista de 1,85% para 1,89%. Para 2027, a estimativa foi ajustada para baixo, indo de 1,77% para 1,7%. No horizonte de 2028 e 2029, a expectativa é um crescimento de 2% ao ano.

Em 2025, a economia cresceu 2,3% com contribuição positiva de todos os setores, destacando-se o agronegócio, marcando o quinto ano consecutivo de expansão, segundo o IBGE.

Quanto à cotação do dólar, a previsão para o final deste ano é de R$ 5,17, e estima-se que a moeda norte-americana esteja cotada a R$ 5,26 no fim de 2027.

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