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Metade dos jovens acredita que IA facilitará relacionamentos afetivos

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Cerca de 50% dos jovens adultos acreditam que os relacionamentos afetivos poderão se beneficiar da inteligência artificial (IA) na próxima década, conforme uma ampla pesquisa internacional divulgada com exclusividade.

Esse índice diminui conforme a idade avança, chegando a cerca de 25% entre pessoas com 55 anos ou mais.

Com o avanço da IA, muitas pessoas têm buscado chatbots como amigos íntimos e parceiros sentimentais, enquanto a evolução da robótica tem permitido a criação de bonecas sexuais cada vez mais realistas, levantando questões sobre como isso impacta as relações humanas.

A pesquisa, feita com quase 10.000 entrevistados em países como Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, Indonésia e Hong Kong, revela um panorama em rápida mudança, segundo a empresa de pesquisa YouGov.

Também demonstra uma divisão ideológica clara entre o ocidente e a Ásia, com os países asiáticos mostrando maior aceitação do sexo e romance mediados pela tecnologia.

Percepção emocional e sexual da IA

Entre os participantes com idades de 18 a 24 anos, 48% acreditam que os "companheiros íntimos de IA" — que incluem de chatbots a bonecas sexuais — irão melhorar a felicidade das pessoas nos próximos dez anos. Para aqueles entre 25 e 34 anos, esse número é de 47%.

Quando se analisa a conexão emocional profunda e o bem-estar sexual, 32% e 38% dos jovens, respectivamente, compartilham essa visão positiva.

Porém, essas perspectivas otimistas diminuem significativamente entre as faixas etárias mais elevadas.

O impacto dos chatbots em pessoas vulneráveis tem gerado preocupação, principalmente após relatos de famílias que associaram o uso dessas tecnologias à morte de alguns adolescentes.

Recentemente, a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) solicitou a informações de grandes empresas como Alphabet, Meta, OpenAI e Snap sobre como elas monitoram e gerenciam os efeitos negativos dos chatbots projetados para simular relações humanas.

Diferenças regionais

A YouGov e a agência japonesa Star X Gen, responsáveis pelo estudo, se surpreenderam com as diferenças geográficas encontradas.

Na Indonésia, metade dos entrevistados de todas as idades acredita que a companhia da IA poderá melhorar a conexão emocional e o bem-estar sexual.

Esse percentual é de 34% em Hong Kong, 24% no Japão, 20% nos Estados Unidos, 15% na Alemanha e apenas 9% no Reino Unido.

Segundo Philippe Chan, da YouGov, enquanto o público ocidental vê a intimidade gerada por IA como uma ameaça à proximidade humana verdadeira, os asiáticos parecem cada vez mais abertos a integrar a IA em suas vidas pessoais e íntimas.

Aceitação dos dispositivos com IA

Embora o uso de chatbots para relacionamento e sexualidade esteja se tornando comum, a aceitação de robôs ou bonecas com IA ainda está em estágios iniciais.

Dos 9.912 participantes, somente 17% considerariam usar uma "boneca íntima com IA", enquanto 59% disseram que não o fariam.

Jovens adultos mostraram mais interesse que os mais velhos, com destaque para Japão e Alemanha, onde o número de jovens dispostos a experimentar uma boneca quase dobrou a média geral.

O relatório enfatiza que, embora a maioria mundial ainda se mostre cautelosa, as gerações mais jovens estão redefinindo os limites dos relacionamentos afetivos.

No Japão, mais de um terço dos adultos jovens acreditam que bonecas com IA podem oferecer uma experiência de amor, superando aqueles que rejeitam essa ideia.

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