Centro-Oeste
PCDF age contra grupo que aplicava golpes com motos falsas
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou uma ação na manhã desta quarta-feira (3) para desmantelar um grupo suspeito de enganar pessoas com anúncios falsos de motocicletas na internet. A operação, coordenada pela 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural) com suporte da Polícia Civil do Ceará, cumpriu três mandados de busca e apreensão em Fortaleza.
As investigações indicam que o grupo, formado por membros de uma mesma família, cometia fraudes virtuais contra vítimas de várias regiões do país. Segundo a polícia, os suspeitos postavam anúncios enganosos em sites de compra e venda e depois continuavam as negociações por aplicativos de mensagem.
Nas conversas, convenciam as vítimas a fazer pagamentos adiantados, alegando cobrir custos como frete, transporte ou taxas relacionadas à entrega das motos. Após receber o dinheiro, os golpistas paravam de responder e não entregavam os produtos.
O caso começou a ser apurado depois que uma vítima do Distrito Federal registrou boletim de ocorrência relatando ter feito transferências via Pix para pagar o transporte de uma moto que nunca chegou. Analisando esses dados, os policiais descobriram indícios de um esquema criminoso estruturado, associado a outras fraudes semelhantes.
Segundo a PCDF, os golpistas usavam e-mails que pareciam ser de empresas de transporte para parecerem mais confiáveis e enganar as vítimas. A polícia também rastreou as contas bancárias usadas para receber os pagamentos.
Foram encontradas fraudes parecidas no Distrito Federal e em estados como Bahia, Minas Gerais, Piauí e Maranhão. Em Minas Gerais, uma vítima perdeu cerca de R$ 50 mil.
As buscas aconteceram nos bairros Vila Monte Castelo e Carlito Pamplona, em Fortaleza. Os principais envolvidos são um casal e a mãe de um deles. Apenas uma das suspeitas tem antecedentes por tráfico de drogas.
A PCDF informou que os acusados podem ser processados por estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro, crimes que juntos podem resultar em até 23 anos de prisão, além de outras sanções que surgirem durante as investigações.


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