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Peru se une ao Escudo das Américas liderado pelos EUA
O governo recentemente eleito da direita, liderado por Keiko Fujimori, anunciou nesta sexta-feira (31) que o Peru deu passos significativos para integrar o Escudo das Américas, uma coalizão de países conservadores liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de combater o crime transnacional.
Com uma população de 34 milhões, o Peru enfrenta sua pior crise de segurança desde o conflito interno armado das décadas de 1980 a 2000. O número de homicídios aumentou de 1.000 em 2018 para 2.600 em 2025, e as denúncias de extorsão saltaram de 3.200 para 26.500.
Fujimori, que prometeu adotar uma postura rigorosa no combate à criminalidade, expressou antes de assumir o cargo presidencial o interesse em participar da aliança regional.
Durante uma coletiva na sede da Chancelaria em Lima, o chanceler Carlos Espá declarou: “Continuaremos avançando com a nossa integração ao Escudo das Américas”.
Ele ressaltou que uma das prioridades do governo será “o combate contundente à insegurança pública e à corrupção”. Espá também mencionou que o Peru fortalecerá sua colaboração com os Estados Unidos, um parceiro estratégico e amigo.
O chanceler, que anteriormente trabalhou na embaixada americana em Lima, afirmou que o país ampliará a cooperação com nações vizinhas e parceiros internacionais para enfrentar a criminalidade.
O Peru é um dos maiores produtores globais de cocaína, com a presença de organizações internacionais de narcotráfico em seu território.
Dentro do Escudo das Américas, os países membros coordenam a troca de informações, além de colaborar judicial e policialmente para combater o crime organizado além das fronteiras nacionais.

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