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Polícia investiga ex-chefe eleitoral no Peru por possível conluio
A polícia realizou uma operação nesta sexta-feira (24) na residência de Piero Corvetto, ex-líder da entidade eleitoral responsável pelas eleições gerais no Peru, em uma investigação sobre possível conluio agravado envolvendo o processo eleitoral.
Corvetto apresentou sua renúncia na terça-feira (21), pouco antes de ser interrogado pelo Ministério Público acerca das diversas falhas ocorridas durante a votação em 12 de abril, que atrasaram a divulgação dos resultados.
A ação em sua casa em Lima faz parte de várias buscas simultâneas em diferentes imóveis, segundo informações da polícia.
A investigação, focada no suposto crime de conluio agravado, busca revelar acordos ilícitos que podem ter prejudicado os recursos públicos em processos decisivos para o país.
As operações atingem níveis elevados da administração pública, incluindo locais associados ao ex-chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe), ex-funcionários e membros da empresa Galaga, responsável pelo transporte do material eleitoral.
Os atrasos na entrega do material impediram que mais de 50 mil eleitores pudessem votar, forçando a prorrogação da eleição por um dia.
A missão de observação eleitoral da União Europeia (UE) apontou falhas sérias, mas afirmou não ter encontrado evidências concretas de fraude, como alegado pelo candidato ultraconservador Rafael López Aliaga.
Até o momento, os peruanos não sabem quem disputará o segundo turno em 7 de junho contra a candidata de direita Keiko Fujimori, a única com vaga assegurada.
Roberto Sánchez, de esquerda radical, e Rafael López Aliaga estão em disputa acirrada pelo segundo lugar, com uma pequena vantagem de 20 mil votos para Sánchez, com cerca de 95% dos votos apurados.
O Júri Nacional de Eleições (JNE), autoridade máxima do processo no país, estima que o resultado final só será conhecido após 15 de maio devido aos atrasos nas apurações feitas pelo Onpe.

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