Brasil
Polícia prende suspeitos por ataque a torcedores dos Aflitos
A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) realizou nesta terça-feira (26) a Operação “Pista Zero” para desarticular um grupo ligado a uma torcida organizada do Sport, responsável por um ataque contra torcedores do Náutico. O incidente ocorreu em 15 de dezembro de 2024, nas proximidades do estádio dos Aflitos, após uma festa.
Durante a coletiva de imprensa na sede da Polícia Civil, no Recife, os delegados Paulo Gondim, da Diretoria Integrada Metropolitana (DIM), e Diego Acioli, da Delegacia do Espinheiro, informaram que 10 mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra os suspeitos envolvidos no incidente que deixou um policial militar com perda de visão em um dos olhos.
Diego Acioli explicou que o ataque foi planejado por uma torcida rival do Sport durante uma confraternização do Náutico nos Aflitos, ocorrendo no momento em que os torcedores do Náutico estavam saindo do estádio. Os torcedores do Sport atacaram os rivais, causando vários ferimentos.
A ação foi previamente calculada, com troca de informações e organização do grupo alguns dias antes do evento. Além das agressões, os agressores também costumavam roubar pertences pessoais dos integrantes da torcida rival, como camisas e carteiras.
O policial agredido relata que foi atacado pelas costas enquanto caminhava com sua namorada na avenida Rosa e Silva. Ele perdeu a consciência momentaneamente devido à violência das agressões e sofreu múltiplos ferimentos, comprovados por laudos médicos e imagens de segurança.
O ataque aconteceu próximo a uma unidade do Habib’s, na rua da Angustura, bairro dos Aflitos. A vítima, que não estava em serviço no momento, foi espancada no chão e recebeu vários golpes na cabeça.
A operação policial contou com a participação de cerca de 120 agentes, envolvendo delegados, escrivães e policiais civis, além do apoio da Diretoria de Inteligência da PCPE, do Core/PCPE e da Polícia Militar de Pernambuco.
Foram expedidos 12 mandados de prisão, com 10 cumpridos, e 13 mandados de busca e apreensão. Os suspeitos foram encaminhados para exames no Instituto de Medicina Legal (IML) e depois para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel).
Paulo Gondim destacou que alguns dos envolvidos já tinham antecedentes criminais e utilizavam tornozeleiras eletrônicas. A investigação também revelou que o líder do grupo não participou diretamente do ataque, pois estava sob monitoramento eletrônico.
A operação visa combater a violência entre torcidas organizadas, aprofundar as investigações e garantir a responsabilização dos envolvidos. O inquérito continua em andamento para identificar outras pessoas relacionadas ao caso.

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