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Presidente da China vai visitar Coreia do Norte em junho
Xi Jinping, presidente da China, fará uma visita à Coreia do Norte nos dias 8 e 9 de junho, marcou a mais nova sequência de encontros diplomáticos importantes nos quais a China demonstra sua influência global, conforme informado pela mídia estatal nesta sexta-feira (5).
A emissora estatal CCTV anunciou que, a convite de Kim Jong Un, líder norte-coreano, Xi Jinping, que também lidera o Partido Comunista Chinês, fará uma visita oficial à República Popular Democrática da Coreia nas datas mencionadas.
A agência oficial norte-coreana KCNA confirmou a viagem, mas não divulgou detalhes adicionais.
A China é uma parceira crucial da Coreia do Norte, uma das nações mais isoladas mundialmente, conhecida por seu arsenal nuclear e sujeita a sanções internacionais rigorosas.
Esta será a primeira viagem internacional oficial de Xi Jinping neste ano, após receber em maio as visitas dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin.
“A China está se reunindo com líderes globais, alinhando posições e atuando como mediadora”, explicou Lim Eul-chul, especialista em assuntos norte-coreanos da Universidade Kyungnam, Coreia do Sul.
“À medida que a influência internacional da China cresce, Pequim pode buscar envolver Pyongyang de forma mais ativa em sua diplomacia, promovendo uma ordem mundial mais multilateral”, acrescentou.
Pyongyang depende da China para cerca de 95% do seu comércio internacional e 85% das exportações, segundo dados de 2022 do Comitê Nacional sobre a Coreia do Norte, think tank sediado em Washington.
No entanto, a Coreia do Norte tem estreitado laços com a Rússia nos últimos anos, principalmente após a invasão da Ucrânia em 2022, enviando soldados e armamentos para apoiar Moscou em troca de ajuda financeira, tecnologia militar, alimentos e energia, permitindo assim que contorne as sanções impostas pelo seu programa nuclear.
Especialistas indicam que a escolha do destino da primeira viagem internacional de Xi Jinping em 2026 não é aleatória, servindo para demonstrar que Pyongyang não está exclusivamente alinhada à Rússia, como sugerem algumas capitais ocidentais.
Durante visita a Pyongyang em abril, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, expressou a importância de aumentar a cooperação bilateral e manter comunicação próxima para lidar com questões regionais e internacionais.
Para a China, é fundamental monitorar o programa nuclear norte-coreano, que avança em ritmo acelerado, segundo Hong Min, do Instituto Coreano para a Unificação Nacional.
“Controlar essa situação é essencial, pois ações provocativas da Coreia do Norte podem gerar conflitos regionais ou contrariar interesses chineses”, explicou Hong.
Recentemente, Kim Jong Un anunciou uma ampliação significativa das capacidades nucleares de seu país.
O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul manifestou a esperança de que o diálogo entre a Coreia do Norte e a China colabore para a paz e estabilidade na região, e que a China desempenhe um papel positivo nesse processo.


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