Mundo
Presidente da Colômbia alerta sobre ameaça a seu candidato
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta sexta-feira (17) que a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) possui informações concretas sobre uma possível tentativa de ataque contra o candidato da esquerda que ele apoia para as eleições presidenciais de maio.
A corrida para escolher o sucessor de Petro, o primeiro presidente de esquerda do país, ocorre em meio a relatos de diversos pré-candidatos sobre ameaças de morte, depois do homicídio a tiros, no ano passado, do senador de direita Miguel Uribe, que pretendia concorrer à Presidência.
Petro declarou em sua conta no X que “a CIA já detém dados reais e concretos sobre a possibilidade de um atentado contra o candidato Iván Cepeda.”
Também senador, Cepeda, que lidera as pesquisas para as eleições de 31 de maio, considerou a denúncia do presidente como um assunto sério e preocupante. Ele anunciou ainda, em vídeo postado no X, que solicitará às autoridades colombianas um detalhamento das informações.
Os candidatos da direita, Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, que segundo as pesquisas disputam a vaga para enfrentar Cepeda no segundo turno em junho, também relataram ter sido alvo de ameaças de morte por meio das redes sociais nesta semana.
O governo da Colômbia informou que irá aumentar a segurança dos dois opositores.
“Quem tentar prejudicá-los enfrentará consequências severas”, advertiu recentemente no Congresso americano Michael Kozak, chefe do Departamento de Estado para o Hemisfério Ocidental dos EUA.
A situação de segurança no país está em sua pior fase desde o desarmamento da guerrilha marxista das Farc, após o acordo de paz firmado em 2016.
Especialistas indicam que vários grupos armados ilegais, financiados pelo tráfico de drogas, ganharam força durante o governo de Petro.
Uma dissidência das Farc é suspeita de estar envolvida na ordem para o assassinato de Miguel Uribe. Este episódio ressuscitou o temor da violência política em um país onde vários candidatos presidenciais foram assassinados pelo narcotráfico nas décadas de 1980 e 1990.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login