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PT e favorita para governo de Minas não chegam a acordo em reunião

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Marília Campos, pré-candidata ao Senado por Minas Gerais, se encontrou neste domingo com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, mas permanece resistente à ideia de disputar o governo do estado.

O partido intensificou a pressão sobre a ex-prefeita de Contagem após decidir lançar uma candidatura própria para apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo maior colégio eleitoral do país.

Marília, que deseja apenas a vaga no Senado, participou no sábado de um evento em Montes Claros ao lado de outros pré-candidatos ao governo, Gabriel Azevedo (MDB) e Jarbas Soares Jr. (PSB). Ela defende que o partido apoie o candidato do MDB, que já teve conversas com a direção nacional do PT.

“Eu acredito numa estratégia eleitoral baseada numa frente ampla, como foi planejado anteriormente quando Rodrigo Pacheco era o representante, embora ele tenha decidido não participar”, afirmou. “Hoje há possibilidade de união entre PT, MDB, PSB e até o PDT. Precisamos conciliar interesses para realmente disputar um projeto forte para Minas Gerais.”

Depois que Marília não se convenceu na última reunião, que contou também com a presença de Leninha, presidente estadual do PT, Edinho Silva vai levar a questão a Lula em Brasília nesta segunda-feira para definir os próximos passos. O diretório de Minas informou que novas conversas ocorrerão ao longo da semana.

Posição crítica

Quando circulou a notícia de que o PT mineiro teria aprovado com Lula a candidatura própria e que Marília seria a escolhida, ela divulgou nota classificando a decisão como um erro estratégico. Bem posicionada nas pesquisas para o Senado, Marília não deseja enfrentar a disputa difícil pelo governo, especialmente porque o partido ainda está muito associado à impopular gestão de Fernando Pimentel (2015-2018).

“Embora legítima dentro do partido, essa decisão representa um erro que pode enfraquecer a união das forças democráticas e populares no estado,” disse. “Uma disputa fragmentada reforça conflitos que pouco ajudam a resolver os problemas reais dos mineiros e dificulta formar uma maioria política que apoie o projeto democrático liderado pelo presidente Lula.”

Marília apoiava o projeto do Rodrigo Pacheco (PSB). Quando ele desistiu, ela buscou reaproximação com Alexandre Kalil (PDT), apoiado por Lula em 2022.

No entanto, o ex-prefeito de Belo Horizonte indicou que não quer se associar tão diretamente ao PT novamente. Ambos guardam ressentimentos da eleição passada: o PT devido à personalidade de Kalil, e ele por se sentir pouco valorizado.

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