Notícias Recentes
Renan Santos busca mostrar maturidade no MBL
Com sotaque forte de São Paulo, cabelo bagunçado e vestindo roupa formal, porém sem paletó e gravata, o ativista Renan Santos, 42 anos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, cumprimentou recentemente vários executivos da Faria Lima, centro financeiro de São Paulo, antes de apresentar sua proposta rapidamente.
Ele afirmou que costuma falar por longos períodos em transmissões ao vivo na internet. “Eu pensei em imitar o Jair Bolsonaro, mas me disseram que eu acabaria parecendo um tolo”, disse, ao comentar um suposto encontro entre o ex-presidente e o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP), principal porta-voz do grupo.
Renan aposta no desgaste de Flávio Bolsonaro durante a campanha presidencial e tenta passar uma imagem de maior maturidade ao MBL, buscando se distanciar do que chama de “liberobobismo”. Ainda assim, mantém frases de impacto que ajudaram o movimento a crescer na última década.
Uma pesquisa recente mostra que o presidenciável do Missão tem 3% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro lidera com 29% e o presidente Lula está em primeiro com 39%. Renan aparece em segundo pelotão, ao lado de outros candidatos como Ronaldo Caiado e Romeu Zema.
Seu plano é investir muito em conteúdo nas redes sociais e participar de debates para que o público conheça suas ideias, já que 73% dos entrevistados ainda não o conhecem. Sem acesso a tempo de propaganda em rádio e TV, aposta no digital para divulgar suas propostas.
Mercado financeiro vê Renan com viabilidade semelhante a Caiado e Zema. Há negociações possíveis para alianças que combinem experiência administrativa e apelo popular, especialmente no tema de segurança pública.
Renan afirma que é ignorado por seus concorrentes e critica duramente a postura com relação a Flávio Bolsonaro, afirmando: “Não existe meio gângster. Deixar claro: votar no Flávio é votar em um criminoso ligado ao Comando Vermelho”.
Kim Kataguiri ressalta que o MBL não pretende quebrar a polarização, mas ocupar um dos polos, assumindo a direita com propostas fundamentadas em doutrina liberal e conservadora.
Renan se inspira em líderes da ultradireita como os presidentes da Argentina, Javier Milei, e El Salvador, Nayib Bukele, admirando o discurso de austeridade e o combate às facções criminosas.
O MBL, com seu público majoritariamente jovem, utiliza estratégias de barulho nas redes sociais, com memes e vídeos de confrontação, embora isso por vezes assuma tons machistas e extremistas.
Casos polêmicos envolvem declarações controversas de membros do movimento, além de um episódio em que Renan convocou integrantes para um bar usando uma frase inapropriada, posteriormente justificada como uma brincadeira entre pessoas bêbadas.
Na Faria Lima, Renan foi comparado ao influenciador Pablo Marçal, outsider em eleição municipal, mas ele rejeita a comparação, dizendo que Marçal é um vendedor de cursos que aproveitou o vácuo bolsonarista, enquanto ele vem da internet com propostas diferentes.


Você precisa estar logado para postar um comentário Login